Alejandro Garcia/EFE
Alejandro Garcia/EFE

Neymar mantém processo contra o Barcelona por má-fé e exige R$ 16 milhões, diz jornal

Atacante alega que não recebeu o valor correspondente aos dias que trabalhou no mês que foi negociado com o PSG

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2019 | 07h35

O atacante Neymar mantém na Justiça um processo onde cobra do Barcelona pagamento de 3,5 milhões de euros (R$ 16 milhões) pelo último mês que atuou com a camisa azul grená antes de se transferir para o Paris Saint-Germain. A notícia do processo foi divulgada inicialmente pelo El Mundo. Segundo o jornal espanhol, a ação diz que o clube catalão não pagou parte do salário do brasileiro quando ele foi negociado com o PSG em agosto de 2017. 

O pai do craque confirmou o processo em entrevista a um programa da rádio espanhola Cadena Ser. Segundo ele, trata-se de uma ação "antiga", relativa ao imbróglio que marcou a saída de Neymar do Barcelona. "Queremos chegar a um acordo com o Barça, será o melhor para todos. Nunca tivemos um relacionamento ruim com Bartomeu (presidente do clube)", explicou o pai do atacante. "É uma coisa que passou, mais cedo ou mais tarde haverá um acordo". Questionado se seu filho voltará a jogar com a camisa do clube catalão, Neymar pai afirmou, entre risos, que o atacante brasileiro "tem contrato com o PSG".

No processo, os advogados de Neymar acusam o Barcelona de atuar com "absoluta má-fé" e de retaliá-lo por assinar contrato com a equipe francesa, que na época pagou a multa rescisória do jogador de 222 milhões de euros, na época pertos dos R$ 900 milhões. Foi a contratação mais cara da história do futebol.

Relação de amor e ódio

Neymar também move outra ação na Justiça espanhola cobrando 40 milhões de euros (cerca de R$ 182 milhões) referente ao pagamento de um bônus de sua renovação de contrato com o time espanhol, em 2016. O clube não pagou ao jogador por entender que ele desfez o acordo ao se transferir para o PSG. Mesmo assim, o brasileiro sempre é apontado como um possível reforço da equipe catalã nas janelas de transferências e tanto clube quanto atleta não escondem o interesse em uma nova reunião para tratar do caso.

Na última janela da Europa, esse cenário se tornou mais evidante após o próprio Neymar declarar que não queria ficar mais no time francês e seu desejo era voltar ao Barcelona. Na ocasião, Messi e Suárez fizeram força para que o brasileiro fosse recontratado, mas ele não foi liberado do PSG. /Com informações da EFE

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