NELSON ALMEIDA / AFP
NELSON ALMEIDA / AFP

Palmeiras empilha recordes com goleada histórica sobre rival boliviano na Libertadores

Navarro, Rony e Raphael Veiga alcançam marcas expressivas com os gols no massacre sobre o Independiente Petrolero

Ricardo Magatti, O Estado de S.Paulo

13 de abril de 2022 | 08h00

Ao aplicar 8 a 1 no Independiente Petrolero, da Bolívia, o Palmeiras alcançou uma série de recordes. A goleada foi a maior do clube na história da Libertadores. Foi também o resultado mais elástico do time no Allianz Parque, inaugurado em 2014, e o placar mais largo da era Abel Ferreira, no comando da equipe há pouco mais de 17 meses.

Até a noite desta terça, a maior goleada do Palmeiras em uma edição de Libertadores havia sido o 7 x 0 sobre o El Nacional, do Equador, em 1995. E o 6 a 0 sobre o Universitário, do Peru, no ano passado, tinha sido o resultado mais elástico que a equipe havia conquistado com Abel e no Allianz Parque até então. 

O Palmeiras se tornou o time brasileiro com mais triunfos como mandante pela Libertadores, ao lado do São Paulo. São 72 vitórias. O tricampeão continental ultrapassou a marca dos 400 gols. Agora, registra 404 bolas na rede em duelos do torneio sul-americano, feito inédito entre clubes brasileiros. Apenas seis times chegaram a 400 gols na história do certame sul-americano: Cerro Porteño, Olimpia, Boca Juniors, Peñarol, Nacional e River Plate.

"Estamos muito orgulhosos, mas esses recordes não nos dão títulos. São apenas mais três pontos importantes para que possamos terminar a fase de grupos em primeiro lugar e, assim, decidirmos os mata-matas em casa", afirmou João Martins, em tom de ponderação. O auxiliar substituiu Abel Ferreira mais uma vez porque o treinador pegou dois jogos de suspensão em decorrência de sua expulsão contra o Athletico-PR, no jogo de volta da Recopa.

"Ficamos muito felizes não só pelos recordes, mas pelo Navarro, Rony e a equipe em geral. Todos entraram muito bem e focados", adicionou Martins.

RECORDES INDIVIDUAIS

Individualmente, a noite foi especial para Rafael Navarro, que balançou as redes quatro vezes e virou o artilheiro da atual edição da Libertadores, com seis gols, e também para Rony. O camisa 10 igualou Alex na artilharia histórica do clube na competição sul-americana, com 12.

Navarro, cabe lembrar, desencantou na semana passada, quando balançou as redes duas vezes na vitória por 4 a 0 sobre o Deportivo Táchira. Ele precisou de 13 jogos para marcar seus primeiros gol pelo Palmeiras. "Eu estava um pouco sem confiança. Tirei aquele peso depois que saiu o primeiro gol", admitiu o centroavante, um dos cinco reforços contratados no início da temporada. Ele foi eleito o craque da partida. Além de seus quatro tentos, deu a assistência para Rony marcar o seu.

Sem a chegada de um reforço para o ataque com o fechamento da janela de contratações, ele espera ser o 9 que a torcida e Abel tanto pediram para a diretoria. "Se estão pedindo um 9, eu trabalho e correspondo à altura do que os torcedores querem", disse o agora confiante jogador. "Estou aqui para ajudar. A comissão sabe o momento certo de me utilizar", observou o atleta, protagonista de uma "noite especial" como definiu, que ficará marcada "para toda vida".

Raphael Veiga também tem muito a comemorar. Em grande fase, o meio-campista, com suas duas pinturas no fim da partida, entrou para o top 50 de maiores artilheiros da história do clube, ao lado de Bóvio e Ernesto Imparato, na 49ª posição. O camisa 23 marcou nove vezes nas últimas dez partidas. Agora, ele tem 54 tentos com a camisa alviverde, sendo 11 na Libertadores. "Mais dois de pênalti", brincou Veiga. O recado foi para os que dizem que ele só faz gols da marca da cal. De lá, tem aproveitamento perfeito, com 21 acertos em 21 tentativas.

Em um momento iluminado, Veiga é, também, o líder em gols e participações diretas entre todos os jogadores da Série A em 2022. São 13 gols e cinco assistências em 20 partidas. Ele participa de um gol a cada 80 minutos.

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