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Palmeiras tem de tomar cuidado com o belga Lukaku na grande final do Mundial

Atacante grandalhão sabe fazer gols, se movimenta bem e tem no trabalho de pivô uma de suas características no Chelsea

Robson Morelli, O Estado de S.Paulo

09 de fevereiro de 2022 | 16h23

Abel Ferreira já conhece o Chelsea, mas não perdeu a oportunidade de ver o time inglês no estádio na partida diante do Al Hilal, um time saudita muito mais perigoso do que foi o Al Ahly para o Palmeiras no Mundial de Clubes. O Chelsea ganhou por 1 a 0, mas cansou, passou a andar em campo e por pouco não permitiu o empate do adversário. O goleiro do time inglês fez excelentes defesas.

O Palmeiras vai ter trabalho para derrotar o Chelsea, dependendo da condição física de seus jogadores. O elenco brasileiro parece muito mais inteiro nessa época do ano. Vale lembrar que o futebol brasileiro está apenas começando sua temporada, e o futebol da Inglaterra tem, por exemplo, 24 rodadas, além das Copas nacionais e Liga dos Campeões em andamento. Há, portanto, uma diferença de condição por causa do calendário dos rivais de sábado.

Lukaku é um dos principais atacantes do futebol da Europa. Antes de perder o fôlego e colocar a língua de fora, ele foi uma das referências do time inglês. Parava a bola, armava jogadas, concluía a gol. Foi dele o único gol da partida, numa jogada errada da defesa do clube saudita antes de a bola sobrar em nos pés do atacante dentro da pequena área. Lukaku precisa de marcação. O Palmeiras deve tirar o espaço dele em campo. Se deixar virar, vai ser problema.

Dessa forma, Gustavo Gómez e Luan terão muito trabalho para marcar o grandalhão belga. Abel Ferreira pode marcá-lo de forma individual, mandando um volante correr atrás do atacante. Danilo, por exemplo, por ser esse cara, uma vez que Zé Rafael chega mais para arrematar. Pode ainda deixar um dos zagueiros cuidando de Lukaku e puxando um dos volantes para mais próximo da área defensiva, ou mesmo segurar um dos laterais. Gómez é mais rápido do que Luan, pode ser o escolhido.

O problema é abrir o meio de campo, situação que Abel Ferreira não quer fazer. O Palmeiras entende que congestionar o meio é um jeito de igualar as diferenças técnicas. O torcedor do Palmeiras deve ter ficado mais animado com a qualidade técnica e, principalmente, física apresentada pelo time inglês, que suou para suportar as investidas do Al-Hilal no fim da partida. O Chelsea tem dois dias para se recuperar. O Palmeiras tem um dia a mais de descanso e trabalho.

O Chelsea chega forte nos contra-ataques e gosta de ficar com a bola. Vai atacar muito mais o Palmeiras do que fez o rival egípcio. Marcando seu principal atacante e controlando ou se igualando no meio de campo, o Palmeiras tem duas boas opções de atacar, com Rony em velocidade e Dudu mais avançado pela direita, com a chegada de Raphael Veiga. Os dois zagueiros e os homens de meio de campo terão trabalho neste sábado. O jogo está marcado para 13h30. São 90 minutos que separam o Palmeiras do título. Se os marcadores conseguirem dar conta do recado, seus companheiros têm boas condições de resolver lá na frente.

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