Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90
Mathtias Hangst / Reuters
Mathtias Hangst / Reuters

Pogba tira cerveja Heineken da bancada de entrevistas em atitude semelhante à de Cristiano Ronaldo

Melhor em campo da vitória sobre a Alemanha, meia francês é muçulmano e não consome álcool; na segunda-feira, português retira garrafas de Coca-Cola

Redação, O Estado de S. Paulo

16 de junho de 2021 | 12h12

Depois de o português Cristiano Ronaldo afastar duas garrafas de Coca-Cola da mesa, antes de uma entrevista coletiva nesta segunda-feira, 14, atitude que gerou perdas de US$ 4 bilhões para a empresa, o meia francês Paul Pogba adotou postura semelhante em relação a uma marca patrocinadora da Eurocopa 2020.

Escolhido como melhor jogador da vitória da França sobre a Alemanha por 1 a 0 pela Eurocopa, o jogador removeu uma garrafa da cerveja Heineken que estava na bancada antes de iniciar sua conferência. O jogador é muçulmano e não consome bebida alcoolica. A cerveja, no entanto, era uma unidade sem álcool, mas a inscrição no rótulo não foi percebida pelo atleta. 

A cerveja foi colocada no chão pelo próprio jogador. Só depois de retirar a garrafa de sua frente, o francês se posicionou para a sessão de perguntas. As outras garrafas, de água e refrigerante, permaneceram na mesa.

O gesto de Cristiano Ronaldo, no dia anterior, pode ter custado cifras milionárias à Coca-Cola. Segundo o jornal espanhol Marca, as ações da Coca-Cola estavam custando US$ 56,10 pouco antes do gesto do atacante português. Cerca de meia hora depois, quando Cristiano Ronaldo deixou a sala de entrevista, o preço de uma ação tinha atingido um valor mínimo de US$ 55,22, provocando uma desvalorização grande das ações da marca. Em termos absolutos, a empresa perdeu US$ 4 bilhões, passando de US$ 242 bilhões para US$ 238 bilhões. As perdas foram recuperadas ao longo do dia.

 

Outro lado

A cervejaria holandesa classificou a atitude de Pogba como "normal', mas evitou longos comentários sobre o tema. "Respeitamos totalmente a decisão de todos no que diz respeito à escolha de suas bebidas", informa nota enviada ao Estadão

Especialistas afirmam que os gestos de Cristiano Ronaldo e Pogba reabrem a discussão sobre o protagonismo de atletas, clubes ou patrocinadores em diferentes momentos de uma partida de futebol. "Quem é o dono daquele espaço: Cristiano Ronaldo ou o patrocinador? Essa discussão é contemporânea e complexa. Não há uma resposta simples. Essas atitudes sublinham a discussão sobre quem é o protagonista do esporte em cada momento, dentro de campo ou no momento das conferências", avalia Bruno Maia, especialista em inovação e novos negócios na indústria do esporte.

Já o professor Marcelo Palaia destaca as implicações jurídicas dos dois episódios. "É uma questão jurídica. Se as empresas têm um contrato de exposição de produto na área de imprensa, indicando que o ambiente não pode ser alterado, isso pode gerar uma multa para a seleção e o jogador por direito de imagem e exposição de produto. Isso vale para o Cristiano Ronaldo e o Pogba", avalia especialista em marketing esportivo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.