Ivan Storti / Santos FC
Ivan Storti / Santos FC

Presidente do Santos ataca CBF: 'Conseguiu o que queria, fomos desclassificados'

Clube reclama da mudança do local da partida e também por não liberar o atacante Rodrygo

Redação, Estadão Conteúdo

07 de junho de 2019 | 08h15

O presidente do Santos, José Carlos Peres, disparou contra a CBF após a eliminação do time nas oitavas de final da Copa do Brasil. O dirigente culpou a entidade pela queda, diante do Atlético Mineiro, em razão da mudança do local da partida e também por não liberar o atacante Rodrygo.

"Eu queria até fazer um agradecimento à CBF. Ela conseguiu o que ela queria: nós fomos desclassificados, porque nos roubaram o direito de jogar na Vila Belmiro, sim", declarou o presidente. Ele alegou que a intenção do clube era mandar o jogo na Vila Belmiro, e não no Pacaembu, como acontece nesta quinta-feira.

"Mandamos um ofício para a CBF cinco dias antes da primeira partida. O artigo 13 diz que não pode mudar a partida depois que faz a primeira. Esse ofício ficou chegou lá na CBF no dia 10 de maio. Falei que íamos perder jogadores. E ela não respondeu. Quando ela respondeu foi porque não tinha prazo. A responsabilidade tinha que ser assumida. O jogo era na Vila Belmiro. Fizemos o pedido no dia 10 de maio", reforçou Peres.

O dirigente também reclamou da não liberação de Rodrygo, convocado para defender a seleção sub-23. Sem sucesso, o Santos tentou obter a dispensa da convocação principalmente porque o jogador está de saída do clube. No fim do mês, ele deve se apresentar ao Real Madrid, segundo acerto anterior entre os dois times.

"De quebra, convocaram o Rodrygo, que está indo para o Real Madrid. Ele já tem gabarito para ser chamado para a convocação do time A. E nos tiram a força nas competições. Por isso um agradecimento para ela [CBF], porque conseguiu o que ninguém esperava, que era nos desclassificar. Olha, nós estivemos no Rio, falamos com o diretor de competições, falamos sobre a questão do Rodrygo. Ele foi convocado para um torneio não oficial, os clubes não têm a obrigação [de liberar o atleta]. E mesmo a gente falando que não poderia ceder, ele foi convocado. O Santos foi prejudicado. Não estou aqui chorando derrota. Mas fomos prejudicados", declarou.

O caso chegou a ser julgado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que decidiu a favor da CBF. "O que acontece é que o STJD não nos deu uma liminar, porque deu um prazo largo para a CBF, porque ela tem de explicar porque ela não libera. Ele não nos deu a liminar para escalar o jogador hoje [quinta], esperando a resposta da CBF, que teve três dias e não respondeu."

BAIXO PÚBLICO

Peres lamentou a presença de apenas 16.857 torcedores no Pacaembu. O Santos costuma mandar jogos no estádio paulistano justamente para encher o estádio e obter maior bilheteria. E minimizou as reclamações da torcida quanto aos preços cobrados nesta partida.

"Não dá para fazer futebol [sem cobrar ingressos mais caros]. Quem paga salário? Então não vamos ter um time como o que nós contratamos. Temos um time forte. Esse primeiro ano sabia que teríamos dificuldade. É uma adaptação, é um esquema de jogo diferente. E nós estamos aí segurando para que nós tenhamos um time ofensivo. Esse tipo de reclamação não cabe, a gente respeita a torcida, mas o Santos joga 50% lá em Santos e 50% aqui, em São Paulo", comentou.

Ele também minimizou mais uma eliminação da equipe no Pacaembu neste ano. Antes, o time caiu no estádio no mata-mata do Paulistão e na Copa Sul-Americana. "Um grande time vence no Pacaembu e vence na Vila Belmiro e vence no Maracanã. O Santos tem um tradição de jogar onde está o público, e o grande público hoje não esteve aqui, não compareceu infelizmente. Nós sabemos que existe uma crise no país, mas não justifica só 16 mil torcedores."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.