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Primeira rival do Brasil, seleção da Venezuela confirma 12 casos de covid-19 no elenco

Pessoas infectadas estão assintomáticas e já estão em isolamento e observação; partida acontece neste domingo

Sergio Neto, especial para o Estadão, O Estado de S.Paulo

12 de junho de 2021 | 11h59

Primeiro compromisso da seleção brasileira na Copa América, a Venezuela já enfrenta seu primeiro problema fora dos campos. Foi confirmado na manhã deste sábado, véspera do duelo, que 12 integrantes da delegação testaram positivo para a covid-19. A partida está marcada para este domingo, às 18 horas, no estádio Mané Garrincha.

As primeiras informações neste sábado apontavam que 10 pessoas, cinco jogadores e cinco membros da comissão técnica, estariam infectados pelo novo coronavírus. No entanto, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou que são 12 venezuelanos ao todo. Segundo a nota oficial, "Todos estão assintomáticos, isolados em quartos individuais e seguem monitorados pela equipe da Conmebol e pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), da Secretaria de Saúde".

Horas mais cedo, o jornal venezuelano El Nacional noticiou que o meio-campista e capitão da seleção venezuelana, Tomás Rincón, não viria ao Brasil por apresentar um "mal-estar físico e quadro viral". O departamento médico da equipe e a comissão técnica optaram por manter o jogador da Torino em isolamento e observação em Caracas até que seu quadro de saúde melhore.

A reportagem do Estadão tentou contato com a seleção da Venezuela para saber quem foram as pessoas que testaram positivo para a covid-19, mas até o fechamento deste texto, não houve resposta.

Dentre os convocados pela Venezuela para a disputa da Copa América, alguns atuam no Brasil ou são bem conhecidos da torcida. Por exemplo, o meia Romulo Otero é do Corinthians e Jefferson Savarino defende as cores do Atlético-MG. O atacante Yeferson Soteldo, que hoje atua no Toronto FC, passou pelo Santos.

O Brasil está no Grupo B. Além da Venezuela, dividem chave com o atual campeão do torneio a Colômbia, o Equador e o Peru.

PROTOCOLO MÉDICO

Após a confirmação da realização do evento no País, a Conmebol elaborou um documento de 44 páginas onde estabelece um protocolo sanitário para tentar controlar a disseminação da covid-19 enquanto as seleções vizinhas estiverem visitando o Brasil.

Foram listados desde informações gerais sobre a doença, tratamento e prevenção, além de protolocos sanitários e de higiene, recomendações às delegações e orientações a serem seguidas durante a competição.

Na página 25 é especificado o caso dos membros da Venezuela, que testaram positivo para a presença do vírus. Conforme estabelecido no documento, os infectados estão em isolamento estrito, em observação e sem contato com os demais membros da equipe. O documento ainda aponta que todos os membros de todas as delegações deverão realizar um teste RT-PCR 48 horas antes do dia das partidas.

PREVENÇÃO

Como forma de controlar melhor a exposição ao vírus, a Conmebol anunciou a autorização para que seleções fiquem em seus países para a disputa da Copa América. A exigência é que os times estejam em território brasileiro 24 horas antes de seus devidos compromissos. A Argentina, por exemplo, anunciou que ficará concentrada na cidade de Ezeiza, na província de Buenos Aires. O time de Lionel Messi estreia na competição na segunda-feira, diante do Chile, no estádio do Engenhão. Com isso, deverá chegar ao Brasil até as 18 horas deste domingo.

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