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Quem joga menos, São Paulo, Corinthians ou Palmeiras?

'Trio de Ferro' paulistano começa Campeonato Brasileiro com péssimas atuações

Mauro Cezar Pereira, O Estado de S. Paulo

17 de agosto de 2020 | 05h00

Chegamos à segunda quinzena de agosto na temporada atípica do futebol. Óbvio que trata-se de um período dificílimo para o bom desenvolvimento do trabalho de um técnico, mas isso não justifica o baixíssimo nível do que é apresentado pelos três grandes clubes da capital paulista.

O chamado "Trio de Ferro" parece enferrujado. Preso a determinado estilo de jogo, como o Palmeiras, apoiado em um treinador que viveu o auge em passado cada vez mais distante, o Corinthians, buscando um caminho aparentemente sem convicção, e o São Paulo, com ideias, propostas, planos, mas de execução absolutamente pífia em inúmeras partidas.

Os palmeirenses, que há nove dias celebraram o título paulista, bem sabem que a taça erguida após dramática vitória nos pênaltis sobre o maior rival valeu a comemoração por ter sido contra o Corinthians. Por que o time não anda, não evolui, é incapaz de jogar bem. Mesmo com fartura de bons jogadores, estádio moderno, CT estruturado e salários sempre em dia.

A aposta alviverde foi no passado, não no presente. Buscasse um treinador por critérios técnicos, a diretoria procuraria outro profissional após não se entender com Jorge Sampaoli. Após 558 dias sem comandar um time profissional, Vanderlei Luxemburgo assumiu o Vasco em 2019 e, com elenco mediano, fez trabalho mediano. Foi catapultado à condição de "medalhão".

A chance de dar certo, obviamente, sempre foi pequena. E o campo escancara isso. Sábado, no melancólico 1 a 1 com o Goiás desfalcado de 14 jogadores, o paupérrimo futebol e as trocas de jogadores na base da (mais uma vez) tentativa e erro esgotaram mais um pouco do que resta de paciência na torcida. É, provavelmente, o maior desperdício de jogadores na atualidade.

Caminho inverso fez o Corinthians ao buscar o jovem Tiago Nunes no Athletico. Campeão paranaense, da Copa do Brasil e da Sul-americana, credenciado por comandar um time vencedor e capaz de atuar de diferentes maneiras, era o homem indicado para livrar o clube do jogo apoiado na defesa, como vinha ocorrendo há mais de uma década, com Mano Menezes, Tite e Fábio Carille.

Até aqui não funcionou. Ao contrário do rival, o clube está afundado em dívidas e não tem como contratar tanto quanto gostaria o treinador, que por sua vez desembarcou sabendo da situação financeira corintiana. O cenário chega a ser desolador quando se vê o time fechado na final do Paulista em casa, tomando virada do Atlético Mineiro em nove minutos e por pouco escapando da derrota para o Grêmio.

O São Paulo tem uma diferença em relação aos seus dois rivais paulistanos: tenta jogar. Em São Januário apertou no campo de defesa do Vasco desde o primeiro minuto. Criou algumas situações, mas para variar, não aproveitou. O time carioca igualou o jogo e no primeiro tempo teve a melhor chance, na cabeçada de Thales Magno detida pela excelente defesa de Tiago Volpi.

As maiores deficiências da equipe de Fernando Diniz são a dificuldade em transformar situações de gol em bola nas redes e as chances que concede aos adversários. Fica, no terreno da teoria, em uma espécie de jogo aparentemente bem jogado, mas sem efetividade e com resultados aquém. Não basta, claro.

O resultado foi a derrota para o Vasco (2 a 1), que abriu o placar no seu primeiro arremate no segundo tempo e ampliou na chance seguinte. O São Paulo é aquele time que tem uma proposta de jogo, que nitidamente não sabe executar.

A pergunta da vez é: quem joga menos, São Paulo, Corinthians ou Palmeiras?

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