Agustin Marcarian/Reuters
Agustin Marcarian/Reuters

Renato Gaúcho 'decreta' feriado em Porto Alegre após título do Grêmio

Técnico não deixa irreverência de lado ao comemorar o tricampeonato da competição

O Estado de S.Paulo

30 Novembro 2017 | 00h42

Foi encharcado após o tradicional banho de água gelada em cima dos técnicos campeões que Renato Gaúcho abriu sua entrevista coletiva após comandar o Grêmio na conquista do tricampeonato da América, na noite desta quarta-feira, após vitória por 2 a 1 sobre o Lanús, na Argentina. Irreverente como sempre, ele fez de tudo – decretou feriado em Porto Alegre, provocou o rival Internacional, falou de novo que quer sua estátua na Arena Grêmio e ainda se deu três dias de folga para descansar e celebrar o título com seus familiares.

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“Quero que alguém ligue para o prefeito de Porto Alegre. Com todo respeito a ele, senhor Marcheza (Nelson Marchezan Júnior-PSDB)... desculpa prefeito, sei que o senhor é uma autoridade, mas eu, Renato Portaluppi, estou declarando amanhã (hoje) feriado em Porto Alegre. Facultativo”, afirmou o treinador nos vestiários do estádio La Fortaleza.

Renato falou mais. Disse que o feriado seria uma ótima oportunidade para os torcedores do rival Internacional celebrarem. “Os colorados também podem aproveitar o feriado e comemorar que subiram para a Série A”, provocou.

Sobre a tática usada na partida, Renato disse que definiu como o Grêmio jogaria junto com o grupo de jogadores no domingo pela manhã. “Decidimos espelhar a marcação, usar velocidade. Fizemos um primeiro tempo perfeito”, afirmou.

Sobre sua estátua, disse que “se não sair agora, não sai nunca mais” e que “estava nas mãos do presidente”. Por fim, simplesmente avisou que se daria “folga de três dias para comemorar o título com os familiares”.

ÍDOLO

A conquista da Libertadores deste ano consolidou definitivamente Renato Gaúcho como maior ídolo da história do Grêmio. Responsável direto pelo título de 2017, o treinador repetiu o que havia feito em 1983, quando, em campo, liderou o time gaúcho a seu primeiro troféu continental.

Revelado pelo próprio clube, Renato foi um dos maiores jogadores da história da equipe. Atuou por lá entre 1982 e 1987 e, em 1983, foi o grande destaque nas conquistas da Libertadores e do Mundial Interclubes, no qual marcou os dois gols da vitória por 2 a 1 sobre o Hamburgo, da Alemanha, na final em Tóquio, no Japão.

Se como jogador Renato Gaúcho era indiscutível, como técnico vive o seu auge desde o ano passado, em sua terceira passagem no cargo pelo clube. Se entre 2010 e 2011 e depois em 2013 deixou o Grêmio sem deixar muitas saudades, voltou sob muitas dúvidas em 2016 e liderou o time aos títulos da Copa do Brasil e, agora, da Libertadores.

Assim, após mais de 15 anos na profissão, Renato Gaúcho vive o seu melhor momento como treinador no clube de seu coração e que o acolheu como ídolo. E se não bastasse cravar ainda mais seu nome na história do Grêmio, o fez também na Libertadores. Afinal, se tornou o primeiro brasileiro a conquistar o torneio como jogador e técnico.

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Perguntado sobre o assunto ao fim da decisão desta quarta-feira, Renato Gaúcho pareceu não se preocupar muito com a marca e preferiu exaltar o elenco. "Não tenho palavras neste momento. Meu grupo é muito merecedor, é fantástico", limitou-se a dizer em entrevista ao SporTV.

E o papel de Renato Gaúcho ficou evidente nesta decisão. Ousado, como de costume, cumpriu a promessa de levar a campo um time ofensivo mesmo depois da vitória na ida, em Porto Alegre, por 1 a 0. Com uma postura inesperada, o Grêmio surpreendeu o Lanús, marcou duas vezes ainda no primeiro tempo e encaminhou a conquista.

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