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Paulo Fonseca/EFE

'Revolução' administrativa torna o Cruzeiro vencedor

Trabalho iniciado durante o segundo semestre de 2012 muda de maneira radical a organização e o planejamento do clube

O Estado de S. Paulo

24 de novembro de 2014 | 08h19

Organização administrativa, estrutura de trabalho, continuidade, critério na montagem do elenco. Esses são os principais segredos do Cruzeiro, que ao vencer o Goiás neste domingo, ganhou o segundo título seguido do Brasileiro – tem quatro no total. O clube tem boas receitas, paga os salários em dia (algo raro no futebol brasileiro) e hoje já não precisa recorrer com tanta frequência a um recurso comum até pouco tempo atrás: vender jogadores para cobrir as despesas.

O atual elenco, por exemplo, começou a ser montado em outubro de 2012. "Foi o início do trabalho e estamos colhendo os frutos", comemorou neste domingo, ainda no gramado do Mineirão, o presidente Gilvan de Pinho Tavares. O passo seguinte foi contratar o técnico Marcelo Oliveira, que chegou em janeiro do ano passado.

Outra estratégia do Cruzeiro foi atrair a torcida. Com programa de sócio-torcedor ousado, fez a arrecadação crescer. Também fez parcerias para contratar jogadores como Dedé e Julio Baptista. O raciocínio foi simples: time forte atrai público e patrocinadores e, por consequência, aumenta as receitas. Além disso, o Cruzeiro revela jogadores na base e dispõe de dois ótimos centros de treinamento.

Desde que a nova diretoria assumiu, também em 2012, e modernizou a administração, o Cruzeiro já ganhou dois Brasileiros e um título mineiro. E agora prepara-se para o próximo passo: voltar a vencer a Libertadores.

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