Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Sob pressão, Cuca tem aproveitamento inferior ao de antecessor

Técnico do Palmeiras vive momento ruim e não consegue fazer elenco atual campeão brasileiro render o esperado

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

22 de agosto de 2017 | 11h00

O Palmeiras retorna aos treinos nesta terça-feira à tarde, na Academia de Futebol, com o técnico Cuca sob pressão não só pela série de três rodadas sem vencer no Campeonato Brasileiro, mas principalmente pelo retrospecto ruim da sua passagem. A segunda gestão do treinador no comando Alviverde tem aproveitamento inferior ao do antecessor, Eduardo Baptista, e ao rendimento do primeiro trabalho no clube.

Em 2016, Cuca foi campeão brasileiro com 64% de aproveitamento em 51 jogos entre março e dezembro. Neste ano, voltou ao clube em maio e desde então disputou 28 partidas, com 52% dos pontos conquistados. O antecessor dele em 2017 foi Eduardo Baptista, comandante do time em 23 partidas, quando teve 67% de aproveitamento, porém construiu grande parte da campanha no Campeonato Paulista, contra adversários teoricamente mais frágeis.

As críticas internas ao treinador recaem também sobre a falta da definição de um time titular. Apesar de no ano passado ter sido campeão brasileiro com a estratégia de variar a formação a cada jogo, Cuca só conseguiu repetir a escalação uma vez em 2017, ainda em maio, nas duas primeiras partidas no cargo, contra Vasco, pelo Campeonato Brasileiro, e Inter, pela Copa do Brasil.

"Não conseguimos ainda fazer aquela grande partida e dar sequência em cima do time dessa grande partida, para o jogador se sentir o titular", disse o treinador no domingo. Em 49 jogos oficiais na temporada, o time soma 15 derrotas uma a mais do que em toda temporada anterior. "Lógico que todo ser humano tem de ter confiança no que faz e, quando a confiança diminui, tem de achar maneiras para voltar a ter confiança", comentou.

A diretoria banca a continuidade de Cuca, mesmo com o treinador abatido pelos resultados ruins. Em julho, depois da eliminação na Copa do Brasil e da discussão com Felipe Melo, o técnico chegou a colocar o cargo à disposição. Nos últimos jogos o comandante admitiu em entrevistas coletivas não conseguir fazer o time evoluir. Nessas ocasiões ele deixou para a cúpula do Palmeiras decidir se seria melhor mantê-lo no cargo.

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