Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Sócios do Palmeiras definem possível mudança do tempo de mandato

Clube discute alteração do tempo de permanência do presidente de dois para três anos e vê clima eleitoral esquentar

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

04 Agosto 2018 | 05h00

Os sócios do Palmeiras votam neste sábado uma série de mudanças no estatuto. Entre os dez itens em pauta, dois terão grande importância na próxima eleição do clube, em novembro. O mandato de presidente pode passar de dois para três anos, com a adoção do sistema já para quem vencer o próximo pleito.

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Todos os itens a serem votados passaram pela aprovação no Conselho Deliberativo, em maio. Para os sócios confirmarem as alterações, será preciso vitória por maioria simples. Já para derrubarem as mudanças, são necessários dois terços dos votos.

O atual presidente Mauricio Galiotte e aliados políticos, como a empresária e dona da Crefisa Leila Pereira, defendem a mudança para três anos e adoção imediata do sistema. Eles afirmam que a novidade permite ao mandatário ter mais governabilidade, sem precisar costurar apoio político a cada ano.

Do outro lado, opositores como o ex-presidente Mustafá Contursi e seus pares criticam a ideia, pois a consideram uma alteração muito brusca no estatuto e inadequada por poder beneficiar quem já está no comando. Em novembro, Galiotte concorre à reeleição e pode ser empossado para uma gestão de três anos.

Os dois grupos antagônicos realizaram reuniões e eventos de campanha nos últimos dias para angariar apoio. Dentro do clube, a medição de forças ao redor da discussão do estatuto é vista como uma prévia eleitoral do pleito de novembro.

 

 

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