Victor Caivano/AP
Victor Caivano/AP

Técnico tunisiano pede desculpas à torcida e vê seleção 'distante' de nível ideal

Desolado, Nabil Maaloul admite que país 'precisa de duas gerações de jogadores para ter um time competitivo'

Glauco de Pierri, Estadao Conteudo

23 Junho 2018 | 12h26

Nabil Maaloul estava inconsolado na coletiva de imprensa após a goleada sofrida por sua equipe, a Tunísia, para a Bélgica por 5 a 2, em jogo realizado neste sábado no estádio do Spartak, em Moscou, e válido pela segunda rodada do Grupo G da Copa do Mundo da Rússia. "Peço desculpas aos torcedores tunisianos", disse o treinador.

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De forma mais do que sincera, o treinador foi taxativo ao comentar o futebol do país africano. "Precisamos de mais duas gerações de jogadores para ter uma seleção competitiva. Precisamos mudar nosso estilo de vida para permitir um maior profissionalismo. O nosso futebol está ainda muito distante de ter um nível adequado."

"Como esperávamos, foi um jogo muito extremamente difícil, muito difícil. Desde o sorteio dos grupos, nós sabíamos que a Bélgica seria o nosso adversário mais complicado. Nós não devemos nos esquecer que os jogadores belgas são superiores. Mas mesmo assim, gostaríamos de pedir desculpas aos muitos torcedores da Tunísia que estavam no estádio. Fizemos o nosso melhor e vamos nos esforçar para melhorar muito no futuro", reforçou o comandante.

 

O técnico ainda comentou sobre o lance mais polêmico da partida, uma suposta penalidade máxima não marcada para a sua equipe quando o jogo ainda estava 1 a 0 para a Bélgica. "Eu ainda não vi a sequência em vídeo, mas se o VAR (Árbitro Assistente de Vídeo, na sigla em inglês) disse que não houve a falta, para mim é bom porque o árbitro acertou. E mesmo que o pênalti tivesse sido marcado, o time da Bélgica poderia ter feito mais um bom número de gols se o nosso goleiro não tivesse jogado tão bem quanto jogou", disse o sincero treinador.

Maaloul também traçou um paralelo com a primeira partida da seleção nesta Copa, a derrota por 2 a 1 para a Inglaterra. "Em nosso primeiro jogo, fomos criticados por focar em nosso sistema defensivo e termos deixado de produzir no ataque. Hoje, somos criticados por nossos erros defensivos. Para mim, a diferença em campo foi avassaladora em termos de aproveitamento e ainda do aspecto físico. Se você olhar o placar, 5 a 2 é algo ridículo. Mas quando vemos a posse de bola (52% para a Bélgica e 48% para a Tunísia), fizemos o que pudemos. O problema é que fisicamente não conseguimos acompanhar a Bélgica", lamentou.

 

 

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