João Neto/Fotojump
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Atletas do All Blacks Maori encontram crianças de projeto social de rúgbi em SP

Seis atletas do time da Nova Zelândia, que enfrenta o Brasil neste sábado, 10, marcaram presença em ação na comunidade na zona sul

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

09 Novembro 2018 | 14h34

Dezenas de crianças do projeto social Rugby para Todos tiveram uma manhã inesquecível nesta sexta-feira no campo do Palmeirinha, em Paraisópolis, comunidade na zona sul de São Paulo. Elas receberam a visita de alguns atletas do All Blacks Maori, seleção da Nova Zelândia que vai enfrentar o Brasil neste sábado, às 19 horas, no estádio do Morumbi.

"A presença deles aqui é um incentivo para essas crianças. Um evento desses aqui é incrível", diz o garoto Robson Morais, o Varejão, de 20 anos, que participa do projeto social há três anos e meio e conseguiu chegar até a seleção brasileira sub-20. "Eu me apaixonei pelo rúgbi e tive total apoio da família", continuou o jovem, que mora em Paraisópolis e tem bolsa para fazer faculdade de educação física.

Seis atletas do time da Nova Zelândia pisaram no gramado sintético do campo e foram aplaudidos pelos meninos e meninas que estão prontos para fazer um treino conjunto. Eles se dividiram entre os grupos de atividades e arrancaram sorrisos e suspiros dos jovens atletas. Apesar da barreira da língua, muitos procuravam se entender com gestos ou por algumas palavras mais conhecidas.

"Temos esse projeto há 14 anos e os resultados estão aí. Estamos formando cidadãos completos para agarrar as oportunidades da vida. Eu fui jogador em um período de muita dificuldade da modalidade, mas sempre sonhei enfrentar os All Blacks. O sonho se realizou aqui", explicou Mauricio Draghi, que coordena o Rugby para Todos.

O projeto social em Paraisópolis custa cerca de R$ 1 milhão por ano, para manter 200 crianças tendo contato com o rúgbi e treinando. Para este ano, o orçamento foi inferior ao esperado, cerca de R$ 800 mil, mas isso não afetou a prática das 180 crianças matriculadas. Só para se ter uma ideia, o projeto tem autorização para utilizar o campo de futebol em sete horários para o rúgbi, quatro vezes por semana.

Ao final da atividade, as crianças viram de perto uma pequena exibição do Haka, o ritual Maori feito antes das partidas dos times da Nova Zelândia, e depois aproveitaram para pedir autógrafos e tirar fotos com os jogadores. "Esse contato é muito bacana", explicou o jogador do All Blacks Maori Josh Ioane, entre uma assinatura e outra na camisa dos pequenos fãs.

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