Yuri Kadobnov / EFE
Yuri Kadobnov / EFE

Putin ordena diplomatas russos a buscarem mudanças no regulamento antidoping

Convenção Internacional Antidoping tem assinaturas de 187 países, incluindo dos Estados Unidos e da própria Rússia

Estadão Conteúdo

20 de março de 2018 | 13h14

O escândalo de doping no esporte russo teve mais um episódio nesta terça-feira, quando o presidente Vladimir Putin ordenou os diplomatas do país a perseguirem mudanças no regulamento internacional antidoping, insinuando que a Rússia teria sido prejudicada pelas leis atuais.

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Putin pediu que o Ministério do Exterior tente alterar um tratado comum que é a base do regulamento antidoping pelo mundo. Ele disse que os diplomatas russos trabalhando na Unesco devem tentar "refinar" a atual Convenção Internacional Contra o Doping no Esporte para que "as regras sejam justas e absolutamente transparentes".

O presidente não deixou claro quais mudanças almeja e nem como pretende obtê-las. Ele se encontrou nesta terça-feira com paratletas que foram obrigados a competir sob bandeira neutra na Paralimpíada de Inverno deste mês, em Pyeongchang, na Coreia do Sul, justamente por causa do escândalo de doping envolvendo a Rússia.

O governo russo acusa o Comitê Olímpico Internacional (COI) e a Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) de punirem injustamente o país, apesar das evidências de um escândalo de doping sistemático e sem precedentes nos últimos anos do esporte nacional.

Para alterar está Convenção Internacional, no entanto, Putin não terá vida fácil. Afinal, o termo foi adotado em 2005 e possui 187 assinaturas, incluindo da própria Rússia e dos Estados Unidos. Entre suas regras, estão os testes surpresas realizados em atletas. Os países podem sugerir mudanças a cada dois anos em conferências realizadas em Paris. A última aconteceu em setembro de 2017.

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