Basilio Ruy
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Sem chance em Pipeline, Italo Ferreira promete não aliviar para rivais

Atleta brasileiro garante que não vai facilitar se cruzar com algum dos três concorrentes ao título mundial no Havaí

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

08 Novembro 2018 | 05h08

Apesar de não estar mais com chances matemáticas de título mundial, Italo Ferreira vai para o Havaí empolgado por seu momento no Circuito Mundial de Surfe. Ele foi o único atleta a vencer três etapas na elite, incluindo a mais recente em Portugal. No último evento do ano, em Pipeline, poderá ser o fiel da balança na disputa do título entre Gabriel Medina, Julian Wilson e Filipe Toledo.

“Minha postura será a mesma. Vou entrar na bateria para pegar as melhores ondas. Não é egoísmo. Eu tenho patrocinadores, uma família que torce por mim e me apoiou desde o início, então tem toda uma história por trás. Não é chegar lá e abrir a bateria. Não é Fórmula 1 que a equipe comunica e o piloto deixa passar. Não é assim que funciona”, disse, em entrevista exclusiva ao Estado.

O atleta deixa claro que não é pelo fato de ser brasileiro como dois dos concorrentes ao troféu que vai facilitar a vida. Acima de tudo, vai imperar seu profissionalismo. “Qualquer um dos candidatos ao título que cair comigo terá de me vencer para se tornar campeão do mundo. Esse é o mérito que ele vai levar para a vida. Quem quer ser campeão tem de passar por cima de todo mundo, essa é a real”, avisou.

Italo disputou na última semana o Red Nose São Sebastião Pro 2018, na praia de Maresias, no litoral paulista, e parou na quarta fase. Mas espera fechar sua temporada com chave de ouro no Havaí. “Eu não tenho do que reclamar, pois foi um ano incrível para mim. Acredito que poderia ter sido melhor, mas acabei errando em alguns eventos e isso acabou me custando muito caro. Tenho aprendido bastante, evoluído em todos esses anos e sei que as coisas melhores estão por vir”, afirmou.

O brasileiro foi campeão das etapas de Bells Beach, na Austrália, de Bali, na Indonésia, e de Peniche, em Portugal. Além disso, teve apenas um quinto lugar em Teahupoo, no Taiti, que contrastou com seis resultados ruins onde não passou da 13.ª posição. “Queria estar na disputa do título mundial nesta temporada, ainda mais depois de três vitórias em etapas, mas tive resultados que me prejudicaram e isso mostra que preciso melhorar”, confessou.

 

 

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