Wander Roberto/ COB
Wander Roberto/ COB

COB festeja campanha histórica e reforça que não houve qualquer caso de covid na delegação em Tóquio

Brasil termina Jogos Olímpicos de Tóquio com maior número de medalhas já conquistado (21) e na 12ª posição no quadro entre 206 países

Paulo Favero, enviado especial/ Tóquio, O Estado de S.Paulo

08 de agosto de 2021 | 07h14

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) comemorou a melhor campanha do Brasil na história dos Jogos Olímpicos. O País terminou a competição em Tóquio com 21 pódios, um recorde, com sete medalhas de ouro, seis de prata e oito de bronze. No final ficou com a 12ª colocação, à frente de Nova Zelândia, Cuba, Hungria, Coreia do Sul e Espanha.

"Tivemos a melhor campanha do Brasil em Jogos Olímpicos. Nós entregamos o que tínhamos como meta. Claro que o sarrafo subiu e queremos continuar com esse objetivo", explicou Paulo Wanderley, presidente do COB. "Ficamos em 12º lugar no mundo, entre 206 países. E reforço que 87% dos recursos recebidos foram canalizados para atividade fim, com transparência", continuou.

Os investimentos no ciclo olímpico, que foi de 2017 até 2021, envolve a participação em diversos eventos internacionais e a Missão Tóquio neste ano custou R$ 46,5 milhões. Já o custo da Missão Europa foi de R$ 14,3 milhões em 2020 e 2021 (das 13 modalidades que subiram ao pódio, nove passaram pela Missão Europa), e R$ 470 milhões foram repassados às confederações nos últimos quatro anos. E ainda teve apoio às confederações na pandemia de R$ 7 milhões, entre outras coisas.

Um outro feito do Time Brasil nos Jogos de Tóquio foi conseguir ter um desempenho superior à edição anterior, quando recebeu a Olimpíada em casa, no Rio, em 2016. Isso é algo bem raro de ocorrer na história. "Conseguimos o maior número de medalhas no total, subimos para o 12º lugar, conseguimos realizar o feito que só a Grã-Bretanha tinha realizado antes, que era superar a marca de quando fomos sede. Estamos satisfeitos com o resultado", disse Paulo Wanderley.

Um dos trunfos do COB no Japão foi a criação de oito bases no país asiático para que os atletas pudessem se adaptar ao fuso horário e fizessem uma aclimatação adequada. Essa iniciativa partiu de análises de desempenho do Brasil em Jogos realizados na Ásia, geralmente com desempenho abaixo do esperado.

"A gente entendeu que era importante montar essas bases para melhor adaptação. Se olhar para o resultado final, todos os medalhistas saíram de alguma dessas bases, elas foram construídas lá. Toda a estrutura foi montada de modo a que tivéssemos a melhor performance possível", comentou Marco La Porta, vice-presidente do COB e chefe de Missão em Tóquio.

Com 317 atletas de 35 modalidades (incluindo os reservas), 54 conquistaram medalha e vão participar de uma divisão de R$ 4,65 milhões que o COB ofereceu aos medalhistas. Quem ganhou o ouro no individual vai receber R$ 250 mil enquanto nos esportes coletivos o título olímpico valeu R$ 750 mil.

SEM CASOS DE COVID

Para além do resultado esportivo, o comitê também comemorou o fato de não ter tido qualquer caso positivo de covid-19 entre sua delegação, incluindo atletas, comissão técnica e outros credenciados. "Não tivemos nenhum caso na Missão e isso é muito importante para a gente", comentou Manoela Penna, diretora de comunicação e marketing do COB.

Para prevenir os casos de coronavírus, a entidade adotou protocolos ainda mais rígidos para todos os seus membros, com testagens mais frequentes e restrição ainda maior de circulação. "Fizemos um protocolo extremamente rigoroso, que começou a ser pensado meses antes. Toda a delegação passou por testes diários e fizemos orientações frequentes para usar os equipamentos de proteção", explicou a médica Beatriz Perondi.

O COB levou 68 mil máscaras descartáveis, 2.400 máscaras N95 e divulgou que entre os 317 atletas, 96% tomaram a primeira dose da vacina. "O Brasil não trouxe o vírus para o Japão. Foi nossa medalha invisível", comentou a especialista, reforçando que houve 436 casos positivos no Japão, com 33 atletas, sendo 286 residentes no Japão e 150 estrangeiros, sem nenhum deles brasileiros.

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