Stoyan Reuters / Reuters
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Com 7 medalhas de ouro e 21 no total, Brasil confirma melhor resultado na história da Olimpíada

Atletas brasileiros também acumulam 6 pratas e 8 bronzes, quebrando o recorde de pódios e igualando o número de vezes no primeira colocação

Redação, O Estado de S. Paulo

07 de agosto de 2021 | 11h11
Atualizado 08 de agosto de 2021 | 07h48

Depois de superar o recorde de medalhas numa mesma edição olímpica, ter mais mulheres no pódio e confirmar 21 conquistas, o Brasil ainda igualou no sãbado, dia 7, um dia antes do fim das provas, a melhor marca em número de ouros de sua história nos Jogos. Com a vitória do futebol masculino diante da Espanha, o País chegou sete vezes ao lugar mais alto do pódio nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. Esse foi o mesmo número dos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.

Em Tóquio, o Brasil já foi campeão olímpico com Italo Ferreira (surfe), Rebeca Andrade (ginástica artística), Martine Grael e Kahena Kunze (vela), Ana Marcela Cunha (maratona aquática), Isaquias Queiroz (canoagem) e Hebert Conceição (boxe) e mais recentemente com o futebol masculino. Só na madrugada e na manhã de sábado, o Time Brasil conquistou três ouros. É a primeira vez na história que o País sobe ao degrau mais alto três vezes no mesmo dia. 

O Brasil ainda teve a chance de melhorar a situação com disputa da maratona masculina, com os atletas Daniel Chaves, Daniel Ferreira e Paulo Roberto de Paula. Porém, este último foi o nosso melhor colocado na 69ª posição. A delegação já garantiu a melhor campanha da história. Com 19 medalhas (sete ouros, seis pratas e oito bronzes). No Rio, o Brasil conquistou sete ouros, seis pratas e seis bronzes. 

Com a conquista de Isaquias Queiroz, o Brasil alcançou a marca de 150 medalhas na história olímpica. Até o momento do ouro da canoagem, o país contabilizava 35 ouros, 40 pratas e 71 bronzes em todas as edições. 

Relembre as medalhas de ouro conquistadas pelo Brasil em Tóquio

Ítalo Ferreira - surfe

O potiguar de Baía Formosa chegou a Tóquio como atual campeão mundial de surfe e se despediu como o primeiro campeão olímpico da modalidade, que fez sua estreia. Na final, o brasileiro superou o japonês Kanoa Igarashi, que havia avançado nas semifinais sobre Gabriel Medina, após decisão polêmica dos juízes.

Ana Marcela Cunha - maratona aquática

A baiana tem um arsenal tão grande de títulos na carreira que aos 19 anos já é um dos principais nomes da história da maratona aquática. Mas faltava uma medalha em olimpíadas. E não podia ter cor melhor. Na terceira participação dela no evento, Ana Marcela completou a prova de 10km com um corpo na frente, batendo na placa da linha de chegada em prmeiro lugar, com o tempo de 1hora59min30seg8. A prata ficou com a holandesa Sharonvan Rouwendaal e o bronze com a australiana Kareena Lee.

Isaquias Queiroz - canoagem

Isaquias Queiroz realizou o sonho de ser campeão olímpico. O baiano ganhou a medalha de ouro no C1 1.000m na canoagem velocidade. O feito reafirma a contribuição do treinador Jesus Morlán, que forjou outros campeões da modalidade, mas faleceu durante o ciclo para a Olimpíada. Isaquias está a apenas uma medalha dos recordistas brasileiros, os velejadores Robert Scheidt e Torben Grael, que somam cinco pódios olímpicos no currículo. 

Martine Grael e Kahena Kunze - vela (49er FX)

Martine e Kahena chegaram à medal race dependendo apenas de si para se tornarem bicampeãs olímpicas A dupla de velejadoras de 30 anos terminou na terceira colocação, com larga vantagem sobre as adversárias diretas. São duas participações olímpicas e dois ouros na classe 49er FX. 

Rebeca Andrade - ginástica artística

Depois de emocionar o País com a prata conquistada no individual geral, Rebeca foi além. A ginasta se sagrou campeã olímpica no salto sobre a mesa. O pódio foi completado com a americana Mykayla Skinner, com a prata, e a sul-coreana Seojeong Yeo, com o bronze. Com o feito duplo, a ginasta de Guarulhos (SP) tornou-se a primeira brasileira a ganhar duas medalhas em uma mesma edição olímpica.

Hebert Conceição – boxe

O boxeador Hebert Conceição conquistou a medalha de ouro na categoria dos pesos médios (até 75 quilos), ao vencer, neste sábado, o ucraniano Oleksabdr Khyzhniak, por nocaute técnico, no terceiro assalto. Aos 23 anos, o baiano de Salvador repete o feito de Robson Conceição, campeão olímpico n Rio-2016.

Futebol masculino

O Brasil conquistou o bicampeonato olímpico com a vitória sobre a Espanha por 2 a 1, na prorrogação, neste sábado. Richarlison, um dos destaques da equipe, foi artilheiro da competição. O gol do título foi marcado pelo atacante Malcom, do Zenit, da Rússia. 

 

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