Gaspar Nobrega/COB
Gaspar Nobrega/COB

Luizinho reclama de jurado que o tirou do pódio, mas defende essência do skate: 'É subjetivo'

Brasileiro deixa de faturar o bronze por apenas um ponto em nota recebida na última volta e fica em 4º lugar na prova de park dos Jogos de Tóquio

Paulo Favero, enviado especial/TÓQUIO, O Estado de S.Paulo

05 de agosto de 2021 | 03h14

A nota de Luizinho Francisco na última volta do skate park mais uma vez gerou um debate sobre a subjetividade do julgamento em algumas modalidades. Ele precisava tirar mais de 84,13 na última apresentação, mas ficou apenas com 83,14 e acabou fora do pódio, na quarta colocação. O bronze ficou com o americano Cory Juneau

Quando terminou sua volta, ele achava que teria a pontuação para pegar uma medalha e comemorou muito, dando inclusive um chute no capacete para o alto. "Minha última volta foi igual a que fiz nas eliminatórias, mas ainda incluí e acertei uma nova manobra, um 540°. Só que a pontuação foi menor do que a nota que havia tirado nas eliminatórias, que tinha sido 84,31", lamentou o brasileiro. "Não entendi", continuou.

Luizinho evitou criticar diretamente os juízes e avisou que isso faz parte do esporte. "Eu ouvi até de outros skatistas que merecia a nota. Mas skate é um esporte subjetivo. Achei que minha nota seria maior, mas posso até rever o vídeo depois e mudar de ideia", comentou o skatista brasileiro.

Ele revelou que teve muitas dificuldades na caminhada olímpica, principalmente por causa das lesões. "Não estou nas minhas melhores condições físicas, andei um pouco amarrado. Eu desloquei o ombro esta semana e me superei para estar na final. Fiquei feliz de completar minha volta, mas andei com medo de deslocar o ombro novamente", disse.

O pódio contou com a presença do brasileiro Pedro Barros, que levou a prata, ficando logo atrás do australiano Keegan Palmer. A decisão contou ainda com Pedro Quintas, que fechou a final com 79,02, longe da disputa por medalha.

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