Vôlei, ginástica, judô e boxe enchem torcedor de esperança para Tóquio-2020

Últimos resultados são animadores e confirmam força do Time Brasil

Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

15 de outubro de 2019 | 11h00

Caro leitor,

Os últimos resultados internacionais de atletas brasileiros enchem o torcedor de esperança para os Jogos Olímpicos de Tóquio. E não é por menos.

Na segunda-feira veio o título da Copa do Mundo de Vôlei conquistado pela seleção masculina, no Japão. É verdade que o torneio é considerado a terceira maior competição da modalidade, atrás dos Jogos Olímpicos e do Mundial, mas o que mais chamou atenção foi o desempenho do time comandado pelo técnico Renan Dal Zotto. Para faturar o título, foram nada menos do que 10 vitórias em 10 jogos. Mesmo que nenhuma seleção tenha atuado com força máxima – incluindo o próprio Brasil –, a conquista é fundamental para resgatar a confiança do grupo em busca de mais um ouro olímpico no ano que vem.

Você também pôde acompanhar aqui no Estadão que, antes mesmo do título da seleção de vôlei, o Brasil já havia tido um fim de semana dourado, com duas conquistas importantíssimas na ginástica artística e no boxe. Foi um domingo agitado.

Primeiro, Beatriz Ferreira faturou o título mundial de boxe após derrotar a chinesa Cong Wang, pela categoria leve (até 60 quilos), em Ulan-Ude, na Rússia, por decisão unânime dos jurados. Apesar da medalha de ouro e do título de melhor lutadora do Mundial, Bia não tem garantida sua participação nos Jogos Olímpicos de Tóquio no ano que vem já que a AIBA (Associação Internacional de Boxe) não é reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). Agora, Bia vai buscar a vaga olímpica no Pré-Olímpico da Américas de Buenos Aires, em março, ou no Pré-Olímpico Mundial, em maio. Isso, no entanto, não diminui a confiança do torcedor em Bia.

Depois, veio o ouro de Arthur Nory no Mundial de Ginástica Artística de Stuttgart, na Alemanha. O paulista de Campinas fez uma apresentação quase perfeita na barra fixa. O resultado, evidentemente, o credencia de vez como um dos favoritos para Tóquio-2020.

Com o primeiro ouro em Mundiais na carreira, Nory se junta a Daiane dos Santos, Arthur Zanetti e Diego Hypolito no rol dos brasileiros que já se sagraram campeões do mundo. Zanetti, por sinal, precisa ligar o sinal de alerta. Ele terminou apenas na quinta colocação e acabou ficando de fora do pódio da final das argolas no Mundial.

Na semana passada, dois feitos chamaram atenção da torcida já projetando os Jogos Olímpicos de Tóquio. O time brasileiro comemorou 17 pódios durante o Grand Slam de Judô realizado em Brasília e liderou o quadro geral da competição, seguido por Japão, Grã-Bretanha, Cuba e Itália. Os destaques foram os ouros de Allan Kuwabara (60kg), Daniel Cargnin (66kg), Ketleyn Quadros (63kg) e Beatriz Souza (+78kg).

Também na terça-feira, a seleção feminina de futebol derrotou a Polônia, por 3 a 1, em amistoso. Mais do que o resultado, a técnica sueca Pia Sundhage vem conseguindo dar ao Brasil o padrão tático que tanto faltava ao time. Antes, o Brasil já havia derrotado a Inglaterra – foi a primeira vitória sobre as adversárias europeias, que ficaram em quarto lugar na Copa do Mundo da França

Com a experiência de quem comandou a seleção dos Estados Unidos nas campanhas de dois ouros olímpicos, obtidos em Pequim-2008 e Londres-2012, além de ter faturado uma prata à frente da Suécia nos Jogos do Rio-2016, Pia é peça fundamental para o sucesso do Brasil, que busca o inédito ouro olímpico nos Jogos de Tóquio-2020. A conferir.  /COM PAULO FAVERO

Raphael Ramos

Raphael Ramos

Chefe de reportagem

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