Governo SP/Divulgação
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Doria 'garante' realização de GP do Brasil em 2020: 'Contrato tem de ser cumprido'

Governador de São Paulo descarta risco de a pandemia cancelar corrida em Interlagos, como fez com outros GPs, e critica projeto de autódromo do Rio

Ciro Campos, O Estado de S.Paulo

10 de julho de 2020 | 14h26

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta sexta-feira que o GP do Brasil de Fórmula 1 de 2020 não corre risco de ser cancelado. Em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, ele admitiu que a prova em Interlagos está mantida para novembro, mesmo com os problemas enfrentados pela principal categoria do automobilismo em marcar as etapas por causa da preocupação com o novo coronavírus

"Para este ano, está confirmada a Fórmula 1 (no Brasil) e o autódromo está preparado para receber a Fórmula 1, evidentemente dentro dos protocolos de saúde. Os organizadores sabem que em qualquer parte do mundo devem obedecer os protocolos de saúde da cidade", afirmou o governador. Doria explicou que, por São Paulo ter um contrato para receber a prova até 2020, o cancelamento não é uma decisão tão simples para os donos da F-1.

O Estadão informou nesta semana que o GP do Brasil vai ficar fora da lista de etapas para 2020 por questões de logística, de custo de viagem e pela situação da pandemia. A categoria confirmou ainda nesta sexta-feira mais duas provas além das oito previamente marcadas: as corridas em Mugello, na Itália, e em Sochi, na Rússia, serão em setembro. As corridas previstas inicialmente para o México e Estados Unidos também devem ser canceladas.

O governador contou que quando foi prefeito da capital (2017 a 2018), examinou o texto do contrato e entende que não há risco de a prova não ser realizada em novembro em São Paulo. "Com relação a este ano, o contrato tem de ser cumprido. É preciso deixar isso claro de parte à parte", afirmou. Doria explicou que a cidade de São Paulo terá até novembro condições sanitárias de receber a Fórmula 1 e, por isso, a etapa não teria motivos para ser cancelada.

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Com relação a este ano, o contrato tem de ser cumprido. É preciso deixar isso claro de parte à parte
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João Doria, Governador de São Paulo

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), reforçou o comentário de Doria e afirmou que a cidade não terá problemas em receber a corrida. "Estamos em contato com a organização do evento, mostrando números da pandemia na cidade de São Paulo para dar total tranquilidade para manter a prova deste ano. Mostramos que os números da cidade não correspondem à realidade do Brasil como um todo. Esses números em geral são os que são divulgados no exterior e deixam a organização preocupada", afirmou.

GP DE 2021

Doria também comentou na coletiva sobre o futuro da realização do GP do Brasil de 2021. São Paulo tem contrato para receber a categoria somente até o fim desta temporada e disputa com o Rio de Janeiro para ser sede da corrida no próximo ano. O Estadão revelou em junho que a candidatura carioca tem acordo encaminhado com o grupo dono da Fórmula 1, Liberty Media, e desponta como favorito a receber a prova.

O governador, por sua vez, afirma que continua em contato com a Fórmula 1 para negociar um novo acordo. "Seguimos dialogando e conversando com a Liberty Media com vista à renovação desse contrato. Não há uma decisão firmada pela Liberty, mas há uma manifestação formalizada pelo governo e pela prefeitura", disse. Na opinião de Doria, Interlagos é uma pista bem avaliada por pilotos e dirigentes e continua como favorita a permanecer no calendário.

"Nada contra o Rio, mas não faz sentido o gasto de R$ 1 bilhão pra se construir um autódromo em uma área que não tem aprovação ambiental e em uma época de pandemia e de escassez de dinheiro em todo o País", afirmou Doria em referência ao projeto do Rio de construir uma pista em Deodoro.

PLANO SP

O governo de São Paulo anunciou nesta sexta o maior afrouxamento à quarentena no Estado desde maio, quando o programa de retomada econômica em meio à pandemia do coronavírus, o Plano São Paulo, foi anunciado. Apenas a regiões de Araçatuba, Campinas, Franca e Ribeirão Preto permanecem com o grau de restrição máxima, em que só o comércio essencial é autorizado a funcionar. Todo o restante poderá liberar o funcionamento de lojas de rua e shoppings, além de imobiliárias, concessionárias e escritórios, a partir da próxima segunda-feira, dia 13. Barretos, Presidente Prudente, Bauru, Sorocaba e Marília estavam com liberação apenas dos serviços essenciais, a fase "vermelha", e agora  foram reclassificadas para a fase "laranja", em que poderão retomar o comércio de rua, shoppings, concessionárias e imobiliárias. As duas primeiras estavam na fase laranja havia quatro semanas.

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