Gaspar Nobrega/Hinode Barueri
Gaspar Nobrega/Hinode Barueri

Dani Lins comanda o Hinode Barueri na Superliga feminina de vôlei

Levantadora concilia a vida de atleta com a maternidade e sente-se cada vez mais forte e pronta para a competição

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2018 | 05h04

A levantadora Dani Lins, da seleção brasileira e do Hinode Barueri, está de volta para a disputa da Superliga feminina de vôlei empolgada após ter realizado o maior sonho de sua vida: ser mãe. Ela tem conseguido conciliar as dificuldades da maternidade, costuma levar a filha para os treinos e se mostra otimista com o que o clube pode fazer no torneio após da decepção da seleção no Mundial, quando ficou pelo caminho e não conquistou o título inédito.

“O início da maternidade já passou, agora só estou curtindo a Lara e o foco é total na Superliga. Estou mais perto dela, então a preocupação e o estresse são menores, e estamos treinando bastante, tanto na quadra quanto na musculação. Eu estou ficando cada vez mais forte, com a perna rápida, e o time todo está bem empolgado e feliz para o início da competição”, disse.

Amanhã, ela estará em quadra para encarar o Sesi Vôlei Bauru, fora de casa, no ginásio Panela de Pressão, e sabe das dificuldades que terá diante do time de Tifanny Abreu e Valentina Diouf. “Vamos enfrentar o Bauru, que acabou de ser campeão paulista. É um time forte, então temos de estar preparadas”, comentou.

A jogadora garante que já esqueceu a decepção no Mundial feminino de vôlei, no Japão, quando o Brasil acabou não chegando à fase final do torneio e ficou na sétima posição, uma colocação ruim para o prestígio internacional que tem a equipe. “No momento em que acabou o Mundial, ficamos tristes pra caramba, mas aí chegamos no clube e já colocamos isso para trás”, contou.

O Barueri é comandado pelo técnico José Roberto Guimarães, que tratou logo de levantar o astral de suas comandadas que estiveram no Mundial. “Isso tudo já ficou para trás. Logo tem Olimpíada e precisamos esquecer, não podemos ficar levando isso com a gente. Não foi o que a gente e esperava, mas não pode ser um peso nas nossas costas. É página virada e temos de focar no clube agora”, afirmou Dani Lins.

Ela lembra que os treinos estão sendo puxados, até porque a temporada do vôlei feminino exige (em função do calendário internacional, a Superliga começou mais tarde que na edição anterior e terminará antes por causa das partidas de seleções). “A gente está malhando pesado. Quem conhece o Zé sabe que é treinamento forte sempre. Temos de nos adaptar ao calendário da Superliga da melhor forma possível e treinar.”

Recentemente, o Barueri anunciou a contratação da ponteira Elina Rodriguez, de 21 anos, que atua também na seleção argentina. Ela tem qualidade no ataque e no passe e tem tudo para contribuir muito para a equipe, que conta ainda com a central Thaisa, bicampeã olímpica, a ponteira Amanda e a oposta polonesa Skowronska.

“Nós precisamos ganhar ritmo de campeonato, pois nos treinos estamos bem entrosadas. A argentina chegou agora, mas já está se entrosando bem, e o que facilita é que nosso grupo é muito bom de convívio. Isso ajuda bem dentro de quadra e esperamos começar forte a Superliga”, explicou Dani Lins, esperançosa por uma boa atuação no torneio nacional.

“Primeiramente temos de buscar ficar entre as quatro equipes mais bem colocadas. Todo mundo está falando que a Superliga está bastante equilibrada, cada ano é mais difícil para vencer, e depois brigar com os grandes, como Praia, Osasco, Rio, Minas... Então a meta é classificar, depois buscar semifinal e final”, avisou a levantadora, que já conquistou cinco títulos da Superliga.

 

 

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