Sirli Freitas/Chapecoense
Sirli Freitas/Chapecoense

Estreia de Gilson Kleina é motivação a mais para Chapecoense contra o Fluminense

Equipe catarinense precisa somar pontos para se manter longe da zona de rebaixamento

Estadão Conteúdo

22 Outubro 2017 | 08h14

Somente na última sexta-feira o técnico Gilson Kleina comandou o seu primeiro trabalho como técnico da Chapecoense. Ele assumiu a vaga do interino Emerson Cris, que volta para a condição de auxiliar, e já estreia neste domingo na Arena Condá, em Chapecó (SC), contra o Fluminense, às 19 horas, pela 30.ª rodada do Campeonato Brasileiro.

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O ex-técnico da Ponte Preta sabe que a sua missão é manter o time catarinense na elite do futebol nacional em 2018. E pega o trem andando, mas vindo de uma vitória importante fora de casa, por 3 a 2, sobre o Atlético Mineiro. A conquista deixou a Chapecoense com 35 pontos, fora da zona de degola.

Contratado na última segunda-feira, ele não pode comandar o time em Belo Horizonte. Agora, com toda a documentação em dia na Confederação Brasileira de Futebol (CBF), quer manter o mesmo ritmo. "O time já tem um padrão de jogo e não devemos mudar isso. Mesmo porque não há tempo para uma revolução. Vamos fazer o feijão com arroz, mas bem feito. E ganhar em casa é primordial e vai nos deixar numa condição mais tranquila de poder até planejar as últimas rodadas", revelou Gilson Kleina.

Vencer de virada o Atlético Mineiro, fora de casa, deu uma falsa sensação de tranquilidade à Chapecoense. Isso porque, apesar de ter ganhado algumas posições importantes na tabela de classificação, o time está com 35 pontos e apenas a três da Ponte Preta, primeiro clube na zona de rebaixamento. Por isso, o técnico sabe da importância de garantir os resultados dentro de casa para se assegurar na primeira divisão nacional.

O nome de Gilson Kleina apareceu no Boletim Informativo Diário (BID) ainda na última quarta-feira, mas foi Emerson Cris quem ficou no banco de reservas. Sua apresentação oficial ocorreu na quinta. Na coletiva de imprensa, o técnico lembrou da sua chegada ao Palmeiras, em setembro de 2012, quando o clube também brigava contra a zona de rebaixamento, que mais tarde se confirmou.

"Quero ter início, meio e fim. Deu certo no Palmeiras. Quando substituí o Felipão, ele disse: Kleina, o Palmeiras vai cair. Mas no outro ano tivemos a consolidação, o alicerce. Que esse ano não passemos por isso e alcancemos o objetivo. Não posso cravar. No futebol, muitas vezes a paixão vai por cima da razão. Vou buscar equilíbrio e ter o melhor emocional", disse o treinador, que tem nove rodadas para salvar a Chapecoense da Série B.

Sem nenhum jogador suspenso, é muito provável que o treinador repita a mesma escalação que enfrentou o Atlético Mineiro. Na última sexta-feira, os titulares trabalharam apenas na academia e um treino tático aconteceu neste sábado. Após o grande resultado em Minas Gerais, a diretoria espera contar com o apoio maciço de sua torcida na Arena Condá.

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