Briga na Maratona de Londres promete ser acirrada

Briga na Maratona de Londres promete ser acirrada

SILVIA HERRERA

19 Abril 2018 | 12h53

Eliud Kipchoge pode quebrar o recorde mundial dos 42K calçando novo modelo da Nike feito com impressão 3D.  Rainha Elizabeth vai dar a largada na manhã deste domingo, 22 de abril,e a previsão diz que haverá sol e calor, dizem 23 graus C, o que significa que poderá ser a Maratona de Londres mais quente da história. #BlogCorridaParaTodos #LondonMarathon #maratona

A disputa pela vitória promete ser literalmente quente, por conta do calor e por conta dos concorrentes. Entre os destaques temos o jovem companheiro de equipe de Kipchoge,  Daniel Wanjiru (campeão do ano passado), Kenenisa Bekele (segundo tempo mais rápido do mundo nos 42K), Guye Adola, Tola Shura Kitata (campeão da Maratona de Frankfurt) e o campeão olímpico dos 10 mil metros Mo Farah.

Uma das seis maratonas majors (tipo de selo de qualidade), a Maratona de Londres é um tradicional celeiro de quebra de recordes inusitados, registrados no Guinness Book, e promete ser palco de uma acirrada disputa pelo recorde mundial. Kipchoge é aquele queniano do Desafio Breaking 2 da Nike, disputado no ano passado em Monza (Itália), por apenas 25 segundos ele não conseguiu fazer uma 42K abaixo de 2 horas. O atual recode mundial é de outro compatriota, Denis Kimetto, quebrado em Berlim em 2014: 02:02:57. Se vencer, Kipchoge, que conquistou o ouro olímpico na Rio16, obterá o tricampeonato nesta corrida e entrará para um seleto grupo de fundistas – formado pelos outros dois tricampeões de Londres – Martin Lel (KEN)  e Dionicio Ceron (MEX).  “Se eu conquistar o tricampeonato no domingo serei o homem mais feliz do mundo”, disse o atleta para o departamento de imprensa da maratona.

Há dois anos, ele venceu com o tempo de 02:03:05, muito próximo do recorde mundial, e no ano passado não correu Londres para participar do desafio da Nike. “O Breaking 2 mostrou ao mundo que não há limite para o homem e um dia ainda vou quebrar esse recorde, com reconhecimento da IAAF (federação internacional de atletismo), o que vai mostrar para a próxima geração que é possível correr 42K sub2”, destacou. Perguntado se vai bater esse recorde domingo, o melhor fundista do mundo desconversou: “Vou fazer uma corrida linda domingo, mas não vou prever resultados agora”. O atleta diz que seu sucesso é fruto do talento combinando com muito treino e tecnologia. O treinador dele é Patrick Sang e a tecnologia é fornecida pela líder de equipamentos esportivos, a Nike. Mas vamos combinar que a grande arma dessa lenda do atletismo é o sorriso, ele corre sorrindo, o que deve desestabilizar emocionalmente os outros corredores.

Bekele (Etiópia) está com muita sede de vitória e já avisou todo mundo que vai pra cima, para a quebra do recorde mundial. “Vou dar o meu melhor para quebrar o recorde mundial, não sei quando ou onde, mas isso é que me mantém motivado e com muita picardia”, afirmou na quinta em Londres. “Já faz dez anos que estabeleci os recordes mundiais dos 5 mil metros e dos 10 mil metros e, não seria nada mau, ter a marca do recorde mundial da maratona”, disparou.

No entanto, Bekele e Kipchoge podem ser surpreendidos por outro corredor da Etiópia. Adola, 27 anos, que no papel é o terceiro mais rápido do mundo em maratonas. Ele estrou em maratonas em Berlim, no ano passado, com a impressionante marca de 02:03:46. Que vença o melhor!!! E quem quiser correr em 2019, a janela para inscrições da edição 2019 abre dia 30 de abril e fecha dia 4 de maio.

A largada começa às 8h55 (horário UK), com os cadeirantes; às 9h os paratletas; às 9h15 a elite  feminina; e às 1oh a elite masculina seguida da geral (corredores amadores). A maratona vai ser exibida pelo site oficial em Live Stream e também pela BBC. O SporTv deve exibir também.

Novo tênis de Kipchoge

Eliud Kipchoge será o primeiro atleta a calçar o Nike Zoom Vaporfly Elite Flyprint, primeiro tênis de corrida da Nike desenvolvido com o cabedal feito por impressão 3D. A estrutura que forma a base do Nike Flyprint é produzida num processo chamado “solid deposit modeling” (moldagem por sedimentação sólida, ou SDM). Nele, um filamento de poliuretano termoplástico (TPU) em formato de espiral é desenrolado, derretido e sobreposto em camadas.

O método Flyprint permite que os designers transformem dados fornecidos por atletas em novas geometrias têxteis. Por isso, o Flyprint representa um salto no trabalho já realizado pela Nike com o desenvolvimento digital de tecidos, e estabelece um novo marco numa ampla trajetória de inovações exclusivas que alteram (ou hackeiam) máquinas. Esse histórico inclui revoluções como Nike Hyperfuse, Flywire e Flyknit, sempre atingindo soluções de desempenho até então inimagináveis.

O processo de desenvolvimento da peça Flyprint tem início com a coleta de dados fornecidos pelos atletas. Os dados são analisados por computadores com ferramentas de design computacional, e mostram a composição ideal do material. Em seguida, as informações são usadas para produzir o tecido final. Essa operação demonstra a versatilidade do Flyprint, já que o resultado pode ser único para cada atleta ou cada finalidade de uso. Ela também reduz drasticamente o tempo do processo de design como um todo. A impressão de alto desempenho permite à Nike avançar mais rápido e levar a precisão a um grau inédito: a fase de prototipagem é 16 vezes mais rápida do que em qualquer outro método de produção.

Um benefício interessante do tecido 3D em relação aos materiais tradicionais 2D é o dinamismo criado por uma nova interconexão nos fios, que vai além da trama propriamente dita. A natureza fundida do material representa uma imensa vantagem do Flyprint. Um exemplo: um tecido com trama costurada ou tricotada traz uma resistência imposta pelo entrelaçamento dos fios; já no tecido impresso, as intersecções fundidas asseguram uma contenção mais precisa. O Flyprint também é mais leve e ventilado do que outros materiais usados anteriormente pela Nike.

Quando o assunto é a velocidade do design, o novo método apresenta duas vantagens em relação ao processo tradicional. Em primeiro lugar, é possível ajustar localmente linhas específicas do material, sem prejudicar a estrutura como um todo. Além disso, a agilidade entre um protótipo e outro significa que a fase de testes e revisões é consideravelmente mais rápida. Resumindo: o Flyprint garante design de altíssima fidelidade, grandes benefícios para os atletas e o menor tempo de criação. O material também funciona perfeitamente junto com outros tecidos – sobretudo com fios Flyknit –, criando o equilíbrio ideal entre caimento e estrutura. Na verdade, os fios Flyknit podem ser estruturados para se unir ao tecido Flyprint por ação térmica, eliminando a necessidade de usar cola ou pespontos.

O cabedal Nike Flyprint foi projetada para ajudar os fundistas mais rápidos do mundo a correr ainda mais rápido. Não à toa, o primeiro modelo a contar com esse material é o Nike Zoom Vaporfly Elite Flyprint. O VaporFly Elite foi criado para o queniano Eluid Kipchoge, tendo como base informações fornecidas pelo próprio atleta após a Maratona de Berlim de 2017, e partindo de uma fase-relâmpago de protótipos. A nova parte superior feita de Flyprint aprimora ainda mais o tênis e reduz o peso do calçado em 11 gramas, quando comparado ao original usado por Kipchoge. E, se falando em maratonas, cada grama a menos pode significar a vitória.

Veja como é o processo:

 

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