Argentina bate a Nigéria com gol no fim e se classifica para as oitavas de final

Argentina bate a Nigéria com gol no fim e se classifica para as oitavas de final

Messi e Rojo salvam argentinos de eliminação ainda na primeira fase da Copa do Mundo

Gonçalo Junior, enviado especial / São Petersburgo, O Estado de S.Paulo

26 Junho 2018 | 17h05

A Argentina está viva na Copa da Rússia. Com um gol aos 40 minutos do segundo tempo, a equipe de Messi venceu a Nigéria por 2 a 1 em São Petersburgo, nesta terça-feira. O resultado dramático foi suficiente para a equipe bicampeã mundial se classificar às oitavas de final como segunda colocada do Grupo D. A Argentina foi favorecida pela vitória da Croácia sobre a Islândia por 2 a 1 no outro jogo da chave. Messi, escolhido o melhor em campo, fez um gol e acertou uma cobrança de falta na trave. Os argentinos enfrentam a França na próxima fase. 

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A classificação teve um herói improvável. O defensor Marcos Rojo, barrado anteriormente pelo técnico Jorge Sampaoli, fez um belo gol, acertando de primeira o cruzamento de Mercado. Após o apito final, a torcida argentina fez uma incrível festa no estádio de São Petersburgo. A segunda maior cidade russa virou um pedaço de Buenos Aires. 

Foi o quinto confronto entre os dois times em uma fase de grupos da Copa. Cinco vitórias da Argentina. A Nigéria é mais um time africano eliminado. Agora, só resta Senegal. 

O jogo começou nervoso dos dois lados. Muito nervoso. Os dois times tinham dificuldade para acertar três passes seguidos. A primeira vez que a Argentina conseguiu chegar ao gol de Uzoho foi quando conseguiu uma sequência regular de passes. Foi um chute torto de Di Maria, mas mostrou que o time estava mais organizado e disposto do que nas partidas anteriores. Sampaoli fez o que os jogadores haviam pedido durante o princípio de motim que sacudiu a seleção. Voltou ao tradicional 4-4-2, escalando Banega e Di María para ajudarem Messi na criação. Na frente, Higuaín era a referência na área. 

Aos 13 minutos, grande lançamento de Banega para Lionel Messi. Ele dominou na coxa, com um toque com a perna esquerda e arrematou de perna direita. A comemoração foi incomum. Ele correu para os lados do campo e se ajoelhou no gramado apontando para o céu. Depois de dois jogos e um pênalti perdido, o camisa 10 desencantou. Foi o 100º gol da Copa do Mundo. 

Tão importante como o gol de Messi foi o passe de Banega. Lançamento longo, improvável e perfeito. A entrada do meia do Sevilla melhorou a saída de bola e ainda deu liberdade para Messi flutuar do meio para a frente. Ele não precisava mais buscar a bola no pé do zagueiro, como aconteceu diante da Islândia, por exemplo. Pela primeira vez na Copa, o camisa 10 estava à vontade. Aos 33 minutos, Messi acertou uma bola na trave em cobrança de falta. 

 

A Nigéria cometeu o erro recorrente de todos os times que possuem a vantagem do empate: só adiantou a marcação e passou a se preocupar com a posse de bola depois de ter sofrido o gol. O time dirigido por Gernot Rohr se preparou para o contra-ataque desde cedo. Recuou todos jogadores – até o atacante Musa – e ficou esperando a hora do bote. Não teve chances. O cenário mudou drasticamente no começo da etapa final. Sem conseguir criar, o time africano apostou na jogada. 

O volante Mascherano, pilar da equipe, que havia errado duas ou três saídas de bola, cometeu pênalti ao agarrar Balogun. Na cobrança, Victor Moses bateu com categoria e empatou. Silêncio em São Petersburgo. 

O nervosismo e a pressão espremiam o coração argentino dentro e fora de campo. A torcida ficou pelo menos dez minutos calada depois do gol de empate. Os cantos tímidos só recomeçaram quando o time começou a jogar a bola na área. Desespero já aos 19 minutos. Com entrada de Pavon, Messi recua para o meio, Banega ajuda Mascherano na marcação e a Argentina se solta ao ataque. 

A Nigéria começou a finalmente explorar o contra-ataque. Aos 23, a bola bate no braço aberto do lateral Mercado. O árbitro Cakir Cuneyt decide não dar o pênalti. A Nigéria ficou mais próxima do segundo gol que a própria Argentina, como mostrou a chance perdida por Ighalo frente a frente com Armani. A redenção veio de maneira improvável com um jogador contestado: Marcos Rojo. Aos 40 minutos do segundo tempo, o zagueiro que havia sido barrado no jogo anterior completou de primeira o cruzamento de Mercado. Vitória suada. Vitória da classificação. Delírio em São Petersburgo, que vai virar uma cidade argentina por uma noite. 

Ficha técnica

Argentina 2 x 1 Nigéria

Gols: Messi, aos 13 minutos do 1º tempo; Moses, aos 5 minutos e Rojo, aos 40 minutos do 2º tempo.

Argentina (4-4-2): Armani; Mercado, Otamendi, Rojo e Tagliafico (Aguero); Pérez (Pavon), Mascherano, Banega e Di María (Meza); Messi e Higuaín. Técnico: Jorge Sampaoli.

Nigéria (3-5-2): Uzoho; Balogun, Ekong e Omeruo (Iwobi); Moses, Etebo; Mikel, Ndidi e Idowu; Musa (Nwabnkwo) e Iheanacho (Ighalo). Técnico: Gernot Rohr.

Árbitro: Cakir Cuneyt (Turquia).

Cartões amarelos: Balogun, Mascherano, Banega, Mikel, Messi.

Público: 64.468 espectadores.

Local: Estádio de São Petersburgo.

 

 

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