Lucas Figueiredo/CBF
Lucas Figueiredo/CBF

Auxiliar de Tite indica motivo para poucos gols tomados: 'Ataca enquanto defende'

Cleber Xavier trabalha com o treinador da seleção brasileira desde 2001

Estadão Conteúdo

05 Julho 2018 | 10h06

Auxiliar de Tite desde 2001, Cléber Xavier destacou o trabalho defensivo pelo qual o treinador e as comissões técnicas dele ficaram conhecidos nos últimos anos, por clubes e pela seleção brasileira, que disputa a Copa do Mundo na Rússia e sofreu apenas um gol em quatro partidas realizadas até aqui na competição. O assistente explicou alguns pontos-chave para esse sucesso e entre eles está a colaboração de todos os jogadores em campo.

+ Preocupação com pênaltis pode ser decisiva para o Brasil no Mundial

+ Insistência de Tite garante Paulinho, Gabriel Jesus e Willian na seleção

+ Brasil e Neymar são os campeões nas redes durante a Copa do Mundo

"Quando é hora de atacar, nós atacamos. Quando é hora de defender, nós defendemos. Esse é o balanço do nosso jogo. Mas quando avançamos, fazemos de um jeito que não nos deixa de guarda baixa. É o que nós chamamos de 'atacar enquanto defendemos'. Já ficamos em posição de recuperar a bola assim quando a perdemos", revelou Xavier em entrevista ao site da Fifa, publicada nesta quinta-feira.

Sobre a retomada de posse de bola rápida, Xavier explica que a marcação no campo de ataque depende das características do time rival. "Existem três fases defensivas: pressão alta, média e baixa. Nós adaptamos nossa pressão alta aos adversários, enquanto as pressões média e baixa são mais sistemáticas", afirmou.

O auxiliar trabalha com Tite em equipes que não fazem marcação individual, não importa quem esteja do outro lado. "Nós operamos com marcação por zona na defesa, tanto em jogadas abertas quanto nas específicas. Essa é a base de tudo. Nós somos a equipe mais disciplinada da competição. Cometemos poucas faltas por jogo, só nove (em média)", comemora.

 

Xavier considera que o dia a dia de trabalho é essencial para o sucesso das equipes. "Nós desenvolvemos essa nossa característica no Corinthians, onde estivemos por um tempo maior. Foi nosso melhor período junto, em termos de clareza de pensamento e colocar as ideias em prática. É nossa metodologia. Pegamos coisas de outros lugares e as adaptamos para o nosso conceito. São princípios simples, independentemente das circunstâncias, seja em um clube ou na seleção", discursou.

Por fim, Xavier explicou que o entendimento e a dedicação dos jogadores é fundamental, inclusive por parte do craque da equipe. "Se Neymar jogar no domingo pelo PSG e for nos encontrar na segunda-feira, logo após a partida, no vestiário, vai ter no telefone dele mensagens, com imagens editadas, do que nós esperamos. Há atletas tão bons que conseguem processar as coisas imediatamente", elogiou.

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.