Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Brasil foi time com maior volume ofensivo nas quartas, mas de pior aproveitamento

Seleção brasileira finalizou 26 vezes, nove na direção da meta, mas só marcou um gol na derrota para a Bélgica

Beto Silva, especial para o Estado, Estadão Conteúdo

07 Julho 2018 | 20h42

Entre as oito equipes que disputaram as quartas de final da Copa do Mundo da Rússia, fase encerrada neste sábado, a seleção brasileira foi a que trocou mais passes certos, finalizou mais vezes e acertou mais chutes no gol adversário. Porém, o maior volume ofensivo não foi traduzido em bolas na rede, o que mostra, por outro lado, a ineficiência exibida pelo time nacional no jogo da última sexta-feira.

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A equipe do técnico Tite marcou apenas uma vez contra a Bélgica, na derrota por 2 a 1 sofrida em Kazan. As quatro seleções classificadas às semifinais, mesmo com números inferiores aos do Brasil na análise geral de vários fundamentos contabilizados pelo site oficial da Fifa, fizeram dois gols cada uma.

O time brasileiro foi o que finalizou mais vezes nesta fase da competição. Foram 26 disparos contra os belgas. Mais do que o dobro dos ingleses (12 vezes) e dos franceses (11). Superior também aos croatas, com 17 arremates, mas em 120 minutos, já que o confronto com a Rússia, neste sábado, em Sochi, foi para a prorrogação e decidido, posteriormente, nos pênaltis.

Destas 26 finalizações dos jogadores brasileiros, nove acertaram o gol da Bélgica. Mas só uma vazou o goleiro Courtois. A Inglaterra mostrou muito mais eficiência nesse quesito: duas conclusões no alvo, dois gols e 2 a 0 no placar contra a Suécia. A mesma competência teve a França, que finalizou duas bolas no gol e balançou duas vezes as redes do Uruguai para também avançar à semifinal com um 2 a 0. Já a Croácia acertou a meta da Rússia três vezes e fez dois gols no empate por 2 a 2 com os anfitriões - a vaga na semifinal foi obtida pelo time de Modric e Rakitic com vitória por 4 a 3 nas penalidades.

 

Em relação à eficiência nos passes, os números do Brasil também foram superiores aos das quatro seleções que chegam às semifinais da Copa. A equipe verde-amarela trocou 557 passes, sendo 89% deles certos. A Bélgica deu 370 e teve 83% de acerto, mas apresentou um futebol mais vertical e objetivo. E, desta forma, ganhou a partida.

Neste quesito, a Inglaterra trocou 525 passes, 80% deles certos. A França tocou a bola 524 vezes, com 81% de acerto. E a Croácia mostrou eficiência de 82% nesse fundamento.

O Brasil também teve 57% de posse de bola diante da Bélgica, mas não soube aproveitar este maior período com ela sob seu domínio. Foi o único entre os quadrifinalistas que ficou mais tempo com a bola do que o adversário e foi eliminado. A Croácia ostentou 68% de posse neste sábado contra a Rússia, enquanto a França esteve com a mesma por 58% da partida diante do Uruguai e a Inglaterra por 57% no triunfo sobre a Suécia. A Bélgica, que despachou os brasileiros, apresentou 43% de posse e, consequentemente, foi única entre as classificadas às semifinais a ficar menos com a bola do que um rival nas quartas de final.

França e Bélgica abrem as semifinais da Copa do Mundo na terça-feira, às 15 horas (de Brasília), em São Petersburgo. Na quarta-feira, no mesmo horário, em Moscou, Croácia e Inglaterra decidem a última vaga na final do Mundial, cuja decisão está marcada para o domingo seguinte, também na capital russa, às 12 horas (de Brasília).

 

 

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