Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Seleção também caiu nesta mesma fase em 1954, 1982, 1986, 2006 e 2010

Seleção brasileira volta a ser eliminada nesta fase com derrota para a Bélgica

Ciro Campos, enviado especial / Kazan, O Estado de S.Paulo

06 Julho 2018 | 17h09

Quatro anos depois de levar 7 a 1 da Alemanha na semifinal do Mundial de 2014, a seleção brasileira não conseguiu uma reação à altura e, para piorar, regrediu em desempenho em comparação com a Copa anterior ao perder por 2 a 1 para a Bélgica nesta sexta-feira, em Kazan.

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O Brasil desembarcou na Rússia após uma grande campanha nas Eliminatórias, com elenco formado por jogadores multicampeões em seus clubes e um astro, Neymar. A esperança era grande de a caminhada na Copa ser longa, vitoriosa e capaz de resgatar o orgulho de um País que se viu humilhado dentro da própria casa pela maior derrota da sua história. O otimismo cresceu nos amistosos pré-Copa e foi destruído assim que a competição começou.

Atuações instáveis, falta de criatividade e problemas com lesões aos poucos minaram a força. A seleção trocou a ascenção meteórica obtida com a chegada de Tite, há dois anos, por um futebol burocrático, sem alegria e sem capacidade de amedrontar os rivais. A Copa de 2018 era importante para recuperar o respeito da seleção, porém acabou por destruir ainda mais a reputação.

A eliminação na Copa se soma a um contexto de crise política na CBF nos bastidores e o abatimento da torcida pela sequência de fracassos da equipe. Agora, as glórias fazem parte de um passado mais distante. No Mundial de Catar já serão 20 anos da última Copa conquistada.

As quartas de final costumam ser a fase mais traiçoeira da Copa do Mundo para a seleção brasileira. Antes desta sexta-feira, o Brasil já havia caído nesta mesma etapa em quatro edições: 1954, 1986, 2006 e 2010 – ou seja, em 1/3 das vezes em que chegou lá. Em 1982, a “tragédia do Sarriá”, como ficou conhecida a derrota do Brasil para a Itália na Espanha, foi num triangular anterior à semifinal – portanto, equivalente às quartas.

 

A derrota para França, em 1986, foi uma das mais traumáticas. Ela sepultou as esperanças de uma geração que começara a brilhar quatro anos antes, com Zico, Sócrates, Falcão e Júnior. Vinte anos depois, a queda na Copa da Alemanha veio com uma seleção de estrelas que não funcionou como time. A equipe tinha Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Ronaldo e Adriano Imperador, grupo que ficou conhecido como “quadrado mágico”. Mas numa Copa marcada por erros na preparação e atuações displicentes, o Brasil caiu diante da França, com gol de Thierry Henry.

Na África do Sul, em 2010, a seleçao comandada por Dunga vinha com uma campanha sólida. Encerrou o primeiro tempo diante da Holanda em vantagem, mas sofreu dois gols em 15 minutos na etapa final e se despediu sem deixar saudades.

Em 1954, o Brasil perdeu para Hungria na partida que ficou conhecida como “Batalha de Berna”. As seleções eram as mais fortes à época. O Brasil era vice-campeão do mundo; a Hungria, de Kócsis e Puskás, era a sensação da Europa. Os europeus ganharam por 4 a 2 e, depois, uma briga generalizada envolveu os 22 jogadores que estavam em campo.

 

 

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