Wilton Júnior/Estadão
Wilton Júnior/Estadão

Capitão, Thiago Silva celebra momento e admite seleção sob pressão maior

Tite defende zagueiro e outros remanescentes do 7 a 1 e explica decisão sobre a braçadeira

Almir Leite, Leandro Silveira e Marcio Dolzan, enviados especiais / São Petersburgo, O Estado de S.Paulo

21 Junho 2018 | 09h58

A Copa do Mundo da Rússia representa a Thiago Silva a possibilidade de concluir uma volta por cima na seleção brasileira. Criticado por reações emotivas durante o torneio de 2014 no Brasil e apontado como um dos vilões na queda na Copa América de 2015, o zagueiro reconquistou seu espaço na equipe com Tite, que o tem escalado como titular e lhe entregou a braçadeira de capitão para o duelo com a Costa Rica, nesta sexta-feira, às 9 horas (de Brasília), em São Petersburgo, pela segunda rodada do Grupo E da Copa do Mundo. Assim, ele celebrou esse resgate.

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"Um ponto muito positivo para mim, depois de ficar fora de convocações e de retornar à seleção em um alto nível. Me preparei muito para isso, e estou dando sequência ao trabalho", afirmou Thiago Silva, que, no rodízio de capitães implementado por Tite na seleção brasileira, já havia exercido a função em amistoso contra a Argentina, vencido pelos rivais em 2017, na Austrália, por 1 a 0.

Thiago Silva reconheceu que o Brasil estará pressionado quando entrar em campo na Arena Zenit, mas destacou que o time saberá como buscar a vitória, sem desespero. "Logicamente, em função da primeira rodada e do empate, nos trouxe uma responsabilidade maior de vencer esse jogo. Mas não é de qualquer maneira que vamos vencer. Temos estratégia para o jogo, e vamos conversar. É jogo importante como todos os outros. Em função do primeiro resultado, claro que nos coloca teoricamente com uma pressão maior, mas estamos bem cientes e tranquilos para fazer uma grande apresentação", comentou.

Foi esse momento de pressão, aliás, que fez Tite escolher Thiago Silva para exercer a função de capitão do Brasil no importante confronto com a Costa Rica. O treinador também defendeu o zagueiro e outros remanescentes do time que fracassou na Copa de 2014 e agora têm uma nova chance, no Mundial da Rússia.

"Se pegássemos todo mundo que foi criticado na última Copa do Mundo, teríamos terra arrasada e nenhuma base. E a vida não é assim. Antes da Copa, coloquei para vocês que havia uma série de atletas com maturidade suficiente para continuar esse rodízio. O Thiago é um deles. Quando ele conquistou a titularidade, foi numa disputa em que os três (Miranda, Marquinhos e Thiago) estavam jogando muito. Tem maturidade suficiente para saber da necessidade e da pressão", comentou o treinador do Brasil.

 

Adversária do Brasil, a Costa Rica é única equipe que não pontuou na primeira rodada do Grupo E da Copa do Mundo, pois perdeu para a Sérvia por 1 a 0. Mas Thiago Silva lembrou que o adversário avançou até as quartas de final em 2014, prevendo um duelo duro neste sábado em São Petersburgo.

"A equipe está bem ciente do que vai enfrentar, um adversário de muita qualidade, que fez uma excelente Copa do Mundo no Brasil. Não começou tão bem, com derrota, mas estão loucos para dar volta por cima. Temos que estar preparados", avisou.

 

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