Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Carlos Garcia Rawlins/Reuters

De volta à Copa após 36 anos, Peru encara Dinamarca em 'decisão'

Seleções se enfrentam neste sábado, às 13 horas, em confronto na Arena Mordovia, em Saransk

O Estado de S.Paulo

16 Junho 2018 | 05h00

De volta à Copa do Mundo após 36 anos, o Peru tem um possível confronto direto pela segunda posição do Grupo C logo em sua estreia na competição. O adversário será a Dinamarca, neste sábado, às 13 horas (de Brasília), em confronto na Arena Mordovia, em Saransk.

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As duas seleções, ao menos na teoria, brigam pela segunda vaga do grupo à próxima fase, já que a França é a favorita a ficar com o primeiro lugar da chave, que ainda tem a Austrália. Desta maneira, quem sair vencedor da partida, a primeira entre os dois times na história do Mundial, dá um grande passo rumo ao mata-mata do torneio.

Os rivais deste sábado têm algumas semelhanças. Tanto os peruanos quanto os dinamarqueses garantiram vaga na Rússia via repescagem e jogarão o torneio pela quinta vez. Ambos têm como melhor colocação em Mundiais a classificação às quartas de final, fase em que o Peru chegou duas vezes - a Dinamarca, uma.

A seleção europeia, no entanto, tem sido mais assídua nas últimas Copas. Participou de três dos últimos cinco Mundiais. Enquanto que a equipe sul-americana não joga o torneio desde 1982, quando caiu ainda na primeira fase, se despedindo do torneio com uma goleada de 5 a 1 sofrida para a Polônia.

 

Ambos não perderam em 2018 e estão invictos há 15 jogos. O time europeu não sofreu gols ainda neste ano e a equipe de América do Sul, que venceu 10 destes 15 confrontos, não perde desde novembro de 2016, quando levou 2 a 0 do Brasil em partida das Eliminatórias Sul-Americanas.

O grande protagonista do Peru já é bem conhecido dos brasileiros. Sem muitos jogadores atuando na Europa, Paolo Guerrero, com passagens por Corinthians e Flamengo - está com o contrato suspenso com o clube carioca - é a esperança de gols dos peruanos. O centroavante só conseguiu estar na Rússia graças a um efeito suspensivo provisório concedido pela Justiça suíça sobre a decisão da Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês), que havia aumentado para 14 meses a suspensão do jogador por doping causado por um metabólico da cocaína.

O técnico argentino Ricardo Gareca evitou confirmar Guerrero no time titular às vésperas do duelo, já que o centroavante jogou apenas seis vezes desde novembro de 2017 e não tem o ritmo de jogo ideal. Ponto forte do futebol da Dinamarca, o jogo aéreo não é motivo de preocupação do treinador. "Nos sabemos que os jogadores da Dinamarca são altos. Estamos acostumados a jogar contra times que são bons pelo alto e tem atletas com grande estatura. Estamos prontos para neutralizar esse tipo de jogada", disse.

Se Guerrero não atuar, Jefferson Farfán passa a ser a figura central do Peru. O atacante atua em um time do país anfitrião (Lokomotiv Moscou) e costuma aparecer em momentos decisivos, vide o gol que abriu a vitória por 2 a 0 sobre a Nova Zelândia, que garantiu os peruanos na Copa do Mundo. Ele pode fazer a função de Guerrero na frente, como também atuar pelos lados. Cueva, armador do São Paulo, e Trauco, lateral-esquerdo do Flamengo, também são figuras conhecidas do futebol brasileiro. Além do próprio Ricardo Gareca, que treinou o Palmeiras em 2014.

Do lado dinamarquês, o craque e líder técnico da equipe é o meia Christian Eriksen, que defende o Tottenham, da Inglaterra. Com 11 gols, o armador foi o terceiro jogador que mais balançou as redes nas Eliminatórias Europeias, atrás apenas de Cristiano Ronaldo e Lewandowski.

Christian Eriksen integrou a seleção do último Campeonato Inglês e é o cérebro dos escandinavos. Mais maduro, o meia cerebral especulado no Barcelona para a próxima temporada é referência técnica e também figura capaz de decidir partidas, seja com assistências ou com os chutes precisos de fora da área.

A tendência é a de que o técnico Age Hareide repita o time que venceu o México por 2 a 0, no último amistoso antes de viajar à Rússia. "Este é um jogo tão importante para o Peru, como para a Dinamarca. É preciso saber trabalhar a pressão porque o futebol é assim. Em qualquer caso, faremos o que estiver nas nossas mãos", disse.

 

 

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