Juha Tamminen / Reuters
Juha Tamminen / Reuters

Depois de 35 anos, argentinos vão comemorar de novo gol de Maradona contra a Inglaterra

Campanha pede que torcedores gritem na hora exata em que gol marcado pelo craque, driblando quatro ingleses, na Copa de 1986

Redação, O Estado de S. Paulo

22 de junho de 2021 | 10h48

Nesta quarta-feira, dia 22, os argentinos vão voltar a comemorar o gol marcado por Diego Maradona diante da Inglaterra nas quartas de final da Copa do Mundo de 1986, no México, para marcar o aniversário de 35 anos do chamado "Gol do Século". A iniciativa da Associação de Futebol Argentino com a hashtag #GritaloporD10S pede que a celebração aconteça exatamente na hora em que o gol foi marcado.

A intenção é festejar o gol, considerado um dos mais bonito da história dos Mundiais, às 16h09, momento em que ele foi anotado no Estádio Azteca, na cidade do México, diante de 114 mil espectadores.

"Vamos aumentar o volume da narração do gol de Diego diante dos ingleses. Quando a bola entrar, vamos gritar para que ele ouça do céu", convidou o perfil da seleção argentina no Twitter e no Instagram. Vale lembrar a cena. Maradona pegou a bola antes do círculo central, avançou em direção ao gol, conseguiu driblar quatro defensores ingleses e tocou na saída do goleiro Peter Shilton. A Argentina venceu por 2 a 1 e avançou às semifinais, superando a Bélgica (2 a 0). Na final, triunfo sobre os alemães e a conquista do título mundial.

Maradona morreu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, devido a uma crise cardiorrespiratória enquanto estava sozinho no bairro privado de San Andrés, ao norte de Buenos Aires. O ex-jogador se recuperava de uma cirurgia na cabeça devido a um hematoma subdural.

A Procuradoria-Geral de San Isidro, na periferia de Buenos Aires, busca determinar se a morte de Maradona pode ter ocorrido por abandono de pessoa ou homicídio culposo (involuntário). Sete pessoas são investigadas por suposto "assassinato com intenção eventual", crime que inclui de 8 a 25 anos de prisão. Entre os acusados estão o neurocirurgião Leopoldo Luque e a psiquiatra Agustina Cosachov.

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