Sergio Perez / Reuters
Sergio Perez / Reuters

Dirigente espanhol critica gasto com viagem de 150 pessoas para a Copa

Luis Rubiales afirma que não levará tantas pessoas para disputa dos próximos torneios

Estadão Conteúdo

04 Junho 2018 | 13h45

Novo presidente da Real Federação Espanhola de Futebol, Luis Rubiales criticou nesta segunda-feira seu antecessor na gestão da entidade por pagar quase US$ 2 milhões (cerca de R$ 7,5 milhões) para que um grupo de até 150 jogadores acompanhe a seleção na Copa do Mundo da Rússia. Segundo o dirigente, o gasto pode afetar o pagamento de eventual premiação aos jogadores.

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Rubiales, que assumiu o comando da entidade no mês passado, revelou que a federação vai pagar uma viagem de oito dias para seus membros e apoiadores. "Estou muito chateado. Isso vai afetar as negociações para a premiação da Copa. Se fosse uma viagem de três dias em vez de umas férias de oito dias, teríamos maior margem para melhorar a premiação dos atletas."

De acordo com a imprensa espanhola, os jogadores da seleção devem receber premiação de 100 mil euros (R$ 438 mil) cada em caso de título na Rússia. Rubiales afirmou que os valores gastos na viagem na delegação inchada não poderão ser devolvidos. A viagem também não poderá ser cancelada.

Os convidados para a viagem vão ficar hospedados em hotéis de luxo e terão direito a intérpretes e a transporte dentro da Rússia. Eles vão passar por três cidades: St. Petersburg, Kazan e Kaliningrado. A seleção da Espanha só não jogará na primeira destas três cidades na fase de grupos.

 

"A federação não está aqui para coisas deste tipo. Isso não vai acontecer no futuro", disse Rubiales, que encerrou uma trajetória de três décadas de presidência de Angel Maria Villar. O ex-presidente foi preso no ano passado por suspeita de envolvimento em casos de corrupção na entidade e também na Fifa. Ele foi vice-presidente da Uefa e da Fifa. 

Para assumir o cargo, Rubiales precisou vencer nas eleições Juan Luis Larrea, candidato da situação e que era o presidente interino desde o afastamento de Angel Villar, no ano passado. Larrea negou que tenha aprovado a viagem da grande delegação espanhola para a Rússia.

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