Christian Charisius/DPA
Christian Charisius/DPA

Futuro do futebol: França e Inglaterra

Ingleses fazem trabalho de alto nível no desenvolvimento de jovens; franceses têm um senso de disciplina, união e tática

Lothar Matthäus*, O Estado de S.Paulo

15 Julho 2018 | 22h19

Quero discutir o que vimos na Copa. É óbvio como a experiência pode ser valiosa no futebol. A Croácia fez uso da experiência dos seus atletas. Após a liderança inicial, os franceses nunca mais encontraram o ritmo certo e não tinham visão precisa que haviam mostrado contra Colômbia e Suécia. Como resultado, não poderiam usar seus ataques rápidos para frente. A Inglaterra foi capaz de sobreviver, graças à sua experiência, inteligência e mentalidade, encontrar o caminho de volta para o jogo. Foi assim até a semifinal.

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Na Croácia, funcionou a força mental em vez de física. Este time não tem apenas os maiores jogadores do mundo, mas os mais importantes. Muitos deles, depois de ganhar títulos com seus clubes, chegaram à Copa com energia positiva. Além disso, nos grandes clubes, os croatas aprendem a perder qualquer complacência e imprudência. Eles sabem que todo treino, todo jogo, é importante. Na rua, as crianças croatas aprendem sobre diversidade e como ser assertivas. Ao olhar a Copa, é preciso ver como a Inglaterra avançou. Teve os rivais mais difíceis.

Estou convencido de que esses jovens ingleses estarão desempenhando papéis importantes nos torneios que estão por vir. O trabalho da Inglaterra no desenvolvimento de jogadores jovens é de alto nível. Digo o mesmo dos belgas. Os franceses têm um senso de disciplina, união e tática, além de forte jogo individual. Foi uma Copa divertida.

*COLUNISTA DO ‘ESTADÃO’ E CAMPEÃO DO MUNDO EM 1990

 

 

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