Cesar Greco/Ag. Palmeiras
Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Palmeiras joga favoritismo para rival e reforça discurso humilde

Time deixa de lado euforia do ano passado, quando ficou abaixo das expectativas, por cautela e postura discreta

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

22 de fevereiro de 2018 | 11h00

A semana preparatória para o clássico com o Corinthians é exemplar para mostrar o comportamento do Palmeiras nesta temporada. Os jogadores têm colocado o favoritismo todo para o lado do rival da partida de sábado, em uma postura para se contrapor ao ano passado, quando a pressão por vitórias e títulos foi considerada no clube uma das causas dos resultados abaixo do esperado.

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O Palmeiras refletiu que em 2017 o excesso da expectativa gerou uma angústia e causou parte dos fracassos. O clube começou a temporada como atual campeão brasileiro, reforçado com mais de dez contratações e com investimentos milionários da Crefisa em jogadores. A grande esperança se transformou em decepção quando o time terminou o ano sem títulos.

Por isso, nesta temporada, o Palmeiras ficou mais humilde em expectativas, até para proteger o ambiente da algum tipo de euforia. Nesta semana de clássico, por exemplo, os jogadores têm colocado o favoritismo todo do lado do Corinthians, rival que teve sucesso em 2017 após começar aquela temporada cotado como azarão.

"O Corinthians é favorito. É o time o atual campeão, então vamos trabalhar forte para tirar o título deles", disse o meia Lucas Lima nesta quarta-feira. No dia anterior, Marcos Rocha foi quem apontou o clube do Parque São Jorge como a força a ser batida neste 2018.

O discurso contra o favoritismo ganhou força nos últimos dias, após os empates com Linense e Ponte Preta. Os tropeços tiraram o 100% de aproveitamento do time, mas ao mesmo tempo ajudaram a reforçar a postura mais humilde e discreta. O técnico Roger Machado valorizou os resultados, ao dizer que mostravam evidências importantes sobre o que poderia ser melhorado.

Nesta quarta-feira, Lucas Lima comentou que ao longo de um campeonato, os clássicos perder importância diante do resultado final. "O principal teste é quando terminar o campeonato e ver se é campeão ou não. Claro que dá moral o clássico, mas o objetivo principal mesmo é ser campeão. Esse é o nosso principal teste", disse.

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