Manan Vatsyayana/AFP
Manan Vatsyayana/AFP

Surto de gripe e histórico de cair nas oitavas desafiam o México

Seleção mexicana não foi além da fase onde enfrenta o Brasil nas últimas seis edições

Ciro Campos, enviado especial / Samara, O Estado de S.Paulo

01 Julho 2018 | 23h00

Se para a seleção brasileira ansiedade e nervosismo são preocupações para os jogos da Copa do Mundo, os problemas aparecem em doses ainda maiores para a seleção mexicana, que tentará superar a própria história e vencer o time de Tite nesta segunda-feira, em Samara. Além de resolver problemas extracampo de última hora, como um surto de gripe dentro do elenco.

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Segundo o jornal mexicano El Universal, parte do time pegou gripe nos últimos dias em Rostov, onde o México perdeu por 3 a 0 para a Suécia, pela terceira rodada da primeira fase. Os sintomas da doença teriam se agravado porque o hotel da concentração estava com o ar-condicionado ligado em uma temperatura muito baixa para amenizar o forte calor da cidade. O choque térmico fez com alguns atletas tivessem febre.

Para piorar, o goleiro Guillermo Ochoa, um dos destaques da equipe, recebeu uma má notícia nos últimos dias. A casa onde os pais dele moram na Cidade do México foi invadida por bandidos na noite de sábado. A imprensa do país noticiou que foram levados pertences valiosos. O imóvel estava vazio no momento do crime.

Os problemas, porém, não desanimam a seleção mexicana. Os jogadores disseram no último dia terem o sonho de fazer história e levar pela primeira vez o país às quartas de final de uma Copa disputada fora do país. Nas últimas seis participações, em todas a equipe da América do Norte caiu nas oitavas e em algumas de forma traumática, pois chegou a ficar muito perto de superar a marca.

 

Em 2014, no Brasil, o México dominou a Holanda e ganhava por 1 a 0 até os 42 do segundo tempo, quando sofreu o empate. A virada veio nos acréscimos, de pênalti. Quatro anos antes, na África do Sul, o país sofreu com um grande erro de arbitragem na eliminação para a Argentina. Tevez fez um gol impedido, ao estar em posição mais avançada até mesmo do que o goleiro mexicano.

A mesma Argentina foi a algoz de outra dura derrota nas oitavas, em 2006. O México saiu na frente, levou o empate e perdeu na prorrogação. A lista de decepções tem como uma das maiores tristezas a Copa de 2002. Após superar a Itália e ser líder do grupo, o time mexicano caiu diante dos maiores rivais, os Estados Unidos, nas oitavas.

As duas quedas anteriores também tiveram momentos de crueldade para a torcida. Na França, em 1998, o México levou a virada da Alemanha nos 15 minutos finais. Nos Estados Unidos, em 1994, o estádio estava lotado por torcedores mexicanos em Nova York, a equipe lutou até o fim, mas perdeu para a Bulgária nos pênaltis.

A sina das oitavas parece perseguir a seleção, principalmente porque a inesperada derrota por 3 a 0 para a Suécia na quarta-feira fez o México passar em segundo lugar do grupo mesmo depois de ter vencido a Alemanha na estreia. “Ainda assim creio que nosso elenco tem uma grande oportunidade para seguir rompendo limites contra um grande adversário”, disse o diretor esportivo da seleção, Gerardo Torrado, que jogou três Copas pelo país como meio-campista.

A preocupação para continuar no Mundial da Rússia faz os atletas da geração atual terem cuidado com pequenos detalhes, como avisou o capitão mexicano, Andrés Guardado. “O Neymar se joga muito e exagera nas faltas. Agora com o VAR, os árbitros têm de cuidar disso”, pediu o jogador.

 

 

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