Kiko Huesca/EFE
Kiko Huesca/EFE

Técnico da Costa Rica desabafa após sofrer ameaças: 'Me sinto irritado e magoado'

Oscar Ramírez foi ameaçado após derrota e eliminação diante do Brasil

Estadão Conteúdo

26 Junho 2018 | 16h02

O confronto da seleção da Costa Rica diante da Suíça nesta quarta-feira, às 15 horas (de Brasília), no Spartak Stadium, em Moscou, ficou em segundo plano na coletiva do técnico Oscar Ramírez nesta terça. O treinador falou pela primeira vez sobre as ameaças anônimas que recebeu após a derrota para o Brasil, na última sexta-feira.

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O revés para a seleção brasileira causou a eliminação da seleção costa-riquenha. Como resposta, uma página do Facebook promoveu a ideia de uma recepção violenta ao treinador e aos jogadores no retorno ao país. As publicações foram apagadas poucas horas depois.

Ramírez desabafou nesta terça. O treinador garantiu que está com a consciência tranquila, disse que não tem medo das ameaças e deu a entender que pretende continuar no comando da seleção nos próximos anos.

"Eu me sinto irritado e magoado ao mesmo tempo. Queria dar alegria ao país. Enfrentamos um grupo difícil também, estou consciente disso. Quem me conhece bem sabe que eu não sou de deixar as coisas pela metade, de desistir", disse.

"Brincaram com o tema da obesidade e agora mexeram com a minha dignidade. Estou dormindo bem, pois tratei de dar o meu melhor. Falam de covardia e isso eu não permito. Se mexerem com a minha família, vão se deparar com um tigre", prometeu o técnico.

 

Mesmo que pouco, Ramírez também falou sobre o duelo contra os suíços, que buscam a classificação à próxima fase. O treinador exaltou a sexta colocação que o rival desta quarta ocupa no ranking da Fifa para dar a dimensão da dificuldade que vão enfrentar, e disse que a sua equipe jogará para "salvar o Mundial".

Além dos primeiros pontos, os costa-riquenhos buscam o primeiro gol no torneio. Com os gols do Peru na vitória sobre a Austrália nesta terça, a seleção de Ramírez é a única que ainda não balançou as redes na competição.

"A Suíça é uma seleção com uma dinâmica coletiva importante. Tem muita variação nos movimentos com meio-campo um armado como Xhaka e Shaqiri. Tem jogado muito bem. É a sexta do mundo e tem que pontuar. Nós temos que salvar o Mundial", afirmou o comandante.

 

 

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