John Sibley/Reuters
John Sibley/Reuters

Treinador da Bélgica revela ter conversado com Felipão antes da Copa

Roberto Martinez se aconselhou com o ex-técnico da seleção brasileira

Ciro Campos, enviado especial / Kazan, O Estado de S.Paulo

07 Julho 2018 | 08h58

O técnico da Bélgica, Roberto Martinez, contou nesta sexta-feira ter buscado conselhos com um ex-treinador da seleção brasileira para fazer uma boa Copa do Mundo na Rússia e, inclusive, derrotar o próprio Brasil, como conseguiu fazer em Kazan, ao ganhar por 2 a 1 pelas quartas de final. Uma conversa meses atrás com Luiz Felipe Scolari ajudou o treinador espanhol a se preparar para a competição.

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Martinez afirmou em entrevista coletiva que teve um encontro bastante proveitoso com Felipão. O assunto principal foi o encontro entre Brasil e Bélgica pela Copa de 2002, vencido pelo time dirigido por Scolari pelo placar de 2 a 0 pelas oitavas de final. "Tivemos uma conversa muito boa e mencionamos aquele jogo. O Brasil achou que ganharia aquela partida de qualquer jeito, mas teve muita dificuldade. O time levou bola na trave e a Bélgica teve um gol legítimo anulado", relembrou o espanhol.

A Bélgica acabou eliminada daquela Copa ao perder para o Brasil. O retorno a um Mundial seria somente em 2014, para agora, na Rússia, a seleção ser semifinalista e igualar a melhor campanha da história, obtida em 1986. Martinez explicou que o encontro com Felipão lhe ajudou a preparar melhor a equipe e conseguir propiciar aos atletas uma força mental especial.

 

"Para ganhar do Brasil em uma Copa, você tem que acreditar e estar bem psicologicamente. Esta geração brasileira é tão talentosa quanto aquela (de 2002). Mas para mim, só este jogo não é o suficiente. Temos que ir mais longe. Podemos ganhar", disse Martinez. Na terça-feira, pela semifinal, a Bélgica enfrenta em São Petersburgo a França.

O treinador explicou que conseguiu superar o Brasil nas quartas de final por ter acertado a parte tática da Bélgica. "Quando você tem de jogar contra um time que gosta da posse de bola, como o Brasil, obriga você a encher o meio-campo de marcadores. Fizemos isso para ter vantagem na estratégia e, com essa organização, conseguir neutralizar um adversário de muito talento", disse.

 

 

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