Rodrigo Coca/Ag Corinthians
Rodrigo Coca/Ag Corinthians

Vítor Pereira pede compreensão da torcida com estratégia de rodízio para ter Corinthians ‘zerado’

Preocupado com o calendário apertado, técnico português roda elenco para não correr risco de perder atletas ao longo da temporada

Redação, Estadão Conteúdo

12 de maio de 2022 | 08h42

Apesar da fragilidade do adversário, a vitória por 2 a 0 sobre o Portuguesa-RJ na noite de quarta-feira serviu para aumentar a confiança da torcida do Corinthians no trabalho do técnico Vítor Pereira. O resultado marcou a quinta partida sem derrota na temporada, mas o português achou importante pedir a compreensão da torcida com sua estratégia de rodízio para ter um time "zerado" em todas as partidas.

O Corinthians se prepara para enfrentar o Internacional pelo Brasileirão, no sábado, e o Boca Juniors pela Libertadores, na próxima terça-feira. Depois disso, tem pela frente um clássico com o São Paulo. É a preocupação com sequências como essa que fizeram o treinador tomar decisões como tirar Maycon e Júnior Morais no intervalo da partida contra a Portuguesa-RJ.

"Temos um jogo do Inter, um jogo complicado, outro contra o Boca Juniors. Procuro convencer os jogadores de que é importante eles entrarem zerados nestes jogos, pois aí terão a possibilidade de jogar em seu melhor nível. Foi necessário gerir o Maycon, quero contar com ele nos próximos dois jogos. Junior Morais teve alergia a um alimento. Deu para gerir o Junior também", explicou o treinador.

Além das substituições, Vítor Pereira escolheu não utilizar os astros Willian e Renato Augusto, ambos presentes no banco, durante a partida na Neo Química Arena. O risco de lesão da dupla de meio-campistas é a principal preocupação do treinador corintiano, mais um estrangeiro que não poupa críticas ao calendário brasileiro.

"Eu prefiro que passem 45 minutos, 70 minutos com nível, do que se desgastem e cheguem ao próximo jogo e não consigam jogar no nível deles. É uma conversa diária, os jogadores têm que entender e a torcida tem que entender. É o único jeito de manter a equipe competitiva jogo a jogo.", disse. "Nós, quando começamos a descordenar, quando um jogador começa a errar jogadas simples, ele está quase se lesionando. Se não tirarmos ele, teremos um problema", completou.

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