Neil Hall/Reuters
Neil Hall/Reuters

Serena e Kerber decidem título de Wimbledon em busca de reafirmação no circuito

As duas tenistas sonham com a conquista para consolidarem sua volta 'às cabeças' por causa do passado recente, em que estiveram longe de brilhar nas quadras

Felipe Rosa Mendes, Estadão Conteúdo

14 Julho 2018 | 06h06

Um cobiçado troféu, um importante título no currículo e uma premiação polpuda. Nada disso motiva mais a norte-americana Serena Williams e a alemã Angelique Kerber do que a busca pela reafirmação no circuito, na decisão de Wimbledon, neste sábado, na famosa grama londrina.

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As duas finalistas sonham com a conquista para consolidarem sua volta "às cabeças" por causa do passado recente, em que estiveram longe de brilhar nas quadras. Por motivos diferentes, claro. Kerber fez uma temporada de destaque em 2016, mas despencou no ano passado. Chegou a ser número 1 e caiu para 22º na esteira de uma sequência de tropeços, seja na estreia de um Grand Slam ou diante de uma rival de evidente menor capacidade.

Atual número 10 do mundo, a canhota alemã vem fazendo um retorno gradual às grandes performances. Neste ano, já tem um título, fez semifinal no Aberto da Austrália e quartas em Roland Garros, torneio que não costuma se destacar. Em Wimbledon, enfrentou e venceu rivais de maior perigo, em comparação à trajetória de Serena. E vem exibindo forte regularidade.

Sua busca pela reafirmação no circuito, contudo, ainda não se compara a da norte-americana. Aos 36 anos, Serena faz sua primeira final no circuito apenas dez meses depois de dar à luz ao seu primeiro filho. O parto, complicado, foi seguido de outras cirurgias, em razão de uma embolia pulmonar, que colocou em risco a vida da tenista. "Eu não podia nem chegar até a minha caixa de correio. Então, com certeza não é algo normal para mim estar numa final de Wimbledon", disse a ex-número 1 do mundo, após vencer a semifinal.

O retorno às quadras também não foi fácil. Ela voltou a competir em fevereiro deste ano, num jogo de duplas na Fed Cup. Ela exibiu fraco rendimento nas primeiras competições e se afastou novamente para dar maior atenção ao preparo físico e técnico. Na volta, obteve como melhor resultado as oitavas de final em Roland Garros, no mês passado. Wimbledon é o seu quarto torneio, sem contar a partida de duplas na Fed Cup.

No Grand Slam britânico, Serena foi beneficiada pelo sistema de definição de cabeças de chave, que leva em conta o histórico do atleta na competição. Algo único de Wimbledon. Mesmo sendo apenas a 181ª colocada no ranking atual, ela entrou no torneio como cabeça de chave.

A ex-número 1 do mundo não está desperdiçando a oportunidade. Perdeu apenas um set até a final. Acumula, assim, invencibilidade de 20 jogos na grama londrina. Foi campeã nas duas vezes que esteve em quadra em Wimbledon, em 2016 e 2015. Se vencer de novo, levantará o troféu pela oitava vez na carreira, ficando a apenas um título de alcançar o recorde da checa Martina Navratilova.

A vitória neste sábado terá significado ainda mais importante para outra marca histórica. Ela se igualaria à australiana Margaret Court, com 24 troféus de simples de Grand Slam. Ficaria a apenas mais um título para atingir o recorde absoluto de Grand Slams no currículo.

De quebra, Serena se tornaria a quarta mamãe a se sagrar campeã de um torneio deste nível na história do tênis feminino. As outras são a australiana Evonne Goolagong, a belga a belga Kim Clijsters e a própria Margaret Court.

Para tanto, terá que superar o bom momento de Kerber. A alemã de 30 anos vive melhor momento técnico e tem maior sequência de jogos na temporada. Será o sétimo confronto entre as duas no circuito profissional, com seis triunfos de Serena. Mas Kerber já bateu a rival americana na final do Aberto da Austrália, em 2016. No mesmo ano, Serena deu o troco na decisão de Wimbledon, no único jogo entre elas na grama até agora.

A final deste sábado não tem horário definido para começar. Será logo depois da continuação do duelo entre o sérvio Novak Djokovic e o espanhol Rafael Nadal, pela semifinal da chave masculina. O jogo teve início nesta sexta, mas foi interrompido por ter alcançado às 23hs, limite de horário definido pela organização.

Com o sérvio liderando o placar por 2 sets a 1, a partida será retomada às 13hs no horário local (9h no horário de Brasília). A decisão feminina terá início logo em seguida, na mesma quadra central.

 

 

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