Clive Mason/AP
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Hamilton protesta nas redes sociais contra assassinato em Porto Alegre: 'Outra vida negra perdida'

João Alberto Silveira Freitas foi morto por dois seguranças em um supermercado em Porto Alegre

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2020 | 17h22

O piloto britânico Lewis Hamilton, da Mercedes, usou suas redes sociais para se manifestar sobre a morte do brasileiro João Alberto Silveira Freitas, assassinado por dois seguranças em um supermercado da rede Carrefour em Porto Alegre. O heptacampeão de Fórmula 1 postou stories com uma foto de um dos protesto ocorridos nesta sexta-feira no Brasil e dizeres sobre o ocorrido.

"Devastado por ouvir essa notícia. Outra vida negra perdida. Isso continua acontecendo e vamos lutar para que acabe. Enviando todos os meus pensamento e orações para o Brasil. Descanse em paz João Alberto Silveira Freitas", escreveu o piloto de F-1, uma das vozes fortes contra o racismo.

Na noite da última quinta-feira, dia 19, véspera do dia da Consciência Negra, João Alberto, de 40 anos, foi brutalmente espancado por dois seguranças brancos, após se desentender com uma funcionária do supermercado em Porto Alegre. Ambos os seguranças foram presos em flagrante e responderão por homicídio triplamente qualificado. A sexta-feira foi marcada por protestos contra o genocídio do povo negro em várias cidades do País. Em algumas cidades, como São Paulo e Porto Alegre, houve depredação de unidades do Carrefour.

Lewis Hamilton tem sido voz ativa nos protestos antirracistas "Black Lives Matter" ("Vidas Negras Importam", em português). Durante a temporada da Fórmula 1 deste ano, por diversas vezes ele ergueu o punho e se ajoelhou no pódio, expressando dessa e de outras maneiras também, e em diferentes outras ocasiões, sua preocupação com a causa.

Ao longo do ano, o britânico sete vezes campeão do mundo também foi alvo de reclamações de pilotos e ex-pilotos da maior categoria do automobilismo mundial por seu envolvimento com os protestos antirracistas e pelos pedidos para que os seus companheiros de Fórmula 1 se manifestassem sobre o tema.

Após a morte de George Floyd, nos Estados Unidos, Hamilton foi às ruas de Londres participar de protestos. Em algumas ocasiões, ele subiu ao pódio usando camisetas com dizeres como "vidas negras importam" e "prendam os policiais que mataram Breonna Taylor", uma mulher negra alvejada dentro de sua própria casa nos EUA.

Após o GP da Toscana, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) proibiu o uso de camisetas nas cerimônias de premiação. O piloto britânico também homenageou o ator Chadwick Boseman, estrela de Pantera Negra, que morreu em agosto, em decorrência de um câncer colorretal. Lewis viu em João Alberto mais uma vítima da violência contra negros pelo mundo.

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