Alexandra Olson/AP
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Nike lança novo tênis para rebater furor contra 'doping tecnológico'

Federação Internacional de Atletismo estabeleceu critérios para evitar uma possível vantagem injusta e antinatural nas provas

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de fevereiro de 2020 | 06h49

A Nike lançou um novo tênis de corrida que respeita os limites estabelecidos pela World Athletics (WA), a Federação Internacional de Atletismo, após a entidade reguladora proibir uma versão dos tênis Vaporfly da companhia usado na primeira maratona concluída em menos de duas horas.

A proibição até então inédita adotada pela WA na semana passada foi uma reação a temores de que avanços tecnológicos estejam dando aos atletas uma vantagem injusta e antinatural, descrita por alguns críticos como "doping tecnológico".

As novas regras determinam que os tênis de corrida não podem ter solados de mais de 40 milímetros de espessura nem conter mais de uma palmilha rígida de fibra de carbono, e limitam o uso de algumas travas nos modelos Vaporfly, mas permitem que se continue usando a maior parte da linha.

Agora a Nike lançou devidamente a versão mais recente do tênis - o Air Zoom Alphafly Next% - com uma palmilha de carbono e um solado de 35 milímetros, além de novas cápsulas de ar. "Estamos satisfeitos porque as séries Nike Zoom Vaporfly e Nike Zoom Alphafly NEXT% continuam legais", informou a empresa norte-americana. "Manteremos nosso diálogo sobre novos padrões com a World Athletics e com a indústria".

O maior garoto-propaganda desse tênis tecnológico é o queniano Eliud Kipchoge, que em outubro do ano passado correu uma maratona em Viena com um tempo recorde - não homologado por ter sido realizados em condições não aceitas pela World Athletics. Ele percorreu os 42.195 metros da prova abaixo de 2 horas, algo impensável anos atrás. Tudo graças principalmente ao protótipo da Nike./Com informações da Reuters

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