Yosuke Mizuno/AP
Yosuke Mizuno/AP

Terremoto em Osaka e alarme falso disparado em hotel assustam seleção do Japão

Técnico Akira Nishino quer evitar que elenco perca o foco na estreia diante da Colômbia, nesta terça-feira

Estadão Conteúdo

18 Junho 2018 | 12h42

A seleção do Japão passou por momentos de tensão nesta segunda-feira, véspera da estreia na Copa do Mundo contra a Colômbia, às 9 horas (de Brasília) desta terça, em Saransk. Um terremoto de magnitude 6,1 atingiu Osaka, a segunda maior cidade do Japão. A notícia impactou os jogadores, que procuraram se comunicar com os familiares e amigos.

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Além do tremor, que deixou ao menos três mortos, incluindo uma menina de 9 anos, e centenas de pessoas feridas, o elenco japonês passou por outro imprevisto nesta madrugada. O alarme do hotel tocou por engano e assustou os jogadores.

De acordo com o técnico Akira Nishino, que construiu sua boa parte de sua carreira no Gamba Osaka, o desafio é impedir que a notícia sobre a tragédia afete os jogadores psicologicamente.

"O impacto psicológico é algo com o qual estou muito preocupado", disse Nishino antes do último treino do Japão em preparação para o duelo com a Colômbia. "Estamos conversando com eles e gostaria que todos se acalmassem o mais rápido possível".

 

Capitão e jogador mais experiente da equipe, Hasebe Makoto, que joga no Eintracht Frankfurt, da Alemanha, prestou solidariedade às famílias das vítimas e garantiu que os japoneses estão prontos para o duelo, apesar da tragédia recente.

"Gostaria de desejar minhas condolências às pessoas afetadas pelo terremoto. Espero que o dano seja pequeno e a recuperação rápida", afirmou. "Sobre nosso primeiro jogo acreditamos que podemos nos juntar e mostrar nosso trabalho de equipe e o que podemos fazer. Estamos confiantes", completou Makoto.

Há vários jogadores da seleção asiática com parentes e amigos em Osaka, como o goleiro Masaaki Higashigushi, o meia Hotaru Yamaguchi, que jogou no Gamba Osaka, e o astro do time, Keisuke Honda, que nasceu e cresceu no local.

O alarme disparou no hotel durante a madrugada e o barulho durou por cerca de 15 minutos. Os dois incidentes, avalia o técnico Nishino, podem atrapalhar os jogadores, que descobriram que havia tido um terremoto no Japão logo depois que aconteceu, justamente por conta do alarme que acordou boa parte do grupo.

"O alarme continuou por um tempo e deixou alguns atletas nervosos e incomodados. Alguns deles pareciam um pouco cansados de manhã. Então presumo que houve um impacto negativo", concluiu o treinador.

 

 

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